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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou na noite desta quinta-feira (13) que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer vai acontecer no plenário da Casa no dia 2 de agosto, após o recesso parlamentar. O anúncio foi feito depois de uma reunião com líderes partidários. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou um relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) que recomenda o arquivamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva. No plenário, é necessário o apoio de 342 dos 513 deputados federais, o equivalente a dois terços da Câmara, para autorizar a análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se o caso chegar à Corte, os 11 ministros votam para decidir se o presidente se torna réu, sendo assim afastado por 180 dias do cargo. Temer só deixa o Palácio do Planalto em definitivo em caso de condenação pelo STF.
Frente à pressão que o presidente Michel Temer está fazendo para que a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não passe na Câmara dos Deputados, três dos maiores partidos irão se reunir para aprovar uma medida com o objetivo de obrigar os deputados a votarem contra a denúncia apresentada. PMD, PP e PR irão se reunir nesta quarta-feira (12) para definir o “fechamento de questão” a favor de Temer, que determina que os deputados devem acompanhar a orientação do partido na votação. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, quem se posicionar contra a legenda pode sofrer punições, como a expulsão do partido. Os três partidos juntos possuem 148 deputados. Temer precisa do apoio de 172 parlamentares para que a denúncia seja rejeitada e não seja encaminhada para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O impasse que ocorreu na manhã desta terça-feira (11) no Senado Federal, durante a votação da reforma trabalhista, rendeu uma ação por quebra de decoro contra as senadoras que protestaram no Plenário da Casa. O senador José Medeiros (PSD-MT) protocolou o documento, que possui 15 assinaturas, no Conselho de Ética do Senado. As senadoras de oposição que ocuparam os lugares na mesa do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) são Gleisi Hoffman (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI). As senadoras ocuparam a mesa e exigiram três condições para deixá-la e liberar o Plenário: abertura das galerias para as lideranças sindicais acompanharem a sessão; autorização para que todos os senadores possam falar durante a votação, e não somente os líderes e a aprovação de um destaque para impedir que mulheres trabalhem em locais insalubres. O impasse maior seria a questão da votação do destaque, tendo em vista que isso significaria um retorno da reforma trabalhista a Câmara dos Deputados. Ainda não há informações sobre o conteúdo da ação e quais são as senadoras apontadas por Medeiros.
O presidente Michel Temer convocou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para debater a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ter retornou do encontro do G20 da Alemanha neste sábado (8) e se reuniu com os ministros Antonio Imbassahy e Moreira Franco. De acordo com o blog da jornalista Andreia Sadi, o presidente quer que a denúncia da Câmara seja votada o mais rápido possível, para evitar que mais deputados deixem a base governista e barrar a denúncia por corrupção passiva contra ele na Câmara. Maia é o sucessor direto de Temer. A ameaça de debandada dos tucanos do governo é o que mais preocupa Temer. Como o PSDB tem 54 deputados e quatro ministros no governo, a falta de apoio do partido poderia fragilizar ainda mais o governo de Temer. Apesar da informação prestada pelo blog, ainda não há compromissos oficiais marcados na agenda de Temer.
A defesa do presidente da República Michel Temer quer que a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele seja encaminhada imediatamente para a Câmara dos Deputados. De acordo com informações do jornal O Globo, o advogado de Temer, Gustavo Guedes, fez o pedido ao relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no fim da tarde dessa terça-feira (27). “Na nossa avaliação deve se resguardar essa fase preliminar para a Câmara”, disse. Fachin ainda não decidiu se irá encaminhar a denúncia para a Câmara ou se abre o prazo de 15 dias para que as defesas de Temer e de seu ex-assessor, Rocha Loures, também denunciado, se manifestem. O Judiciário entrará em recesso neste sábado (1º) e o prazo só se encerraria em agosto.

Além da perícia, os delegados enviaram a íntegra do relatório final sobre as investigações envolvendo Michel Temer. Foto: Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu hoje (26) da Polícia Federal (PF) o relatório final das investigações e a perícia realizada no áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer, em março, no Palácio do Jaburu. A gravação foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo empresário da JBS antes da assinatura do acordo de delação e faz parte das provas colhidas na investigação sobre o presidente. Além da perícia, os delegados enviaram a íntegra do relatório final sobre as investigações envolvendo Michel Temer. As conclusões da PF e o conteúdo do relatório ainda não foram divulgados pelo Supremo. A perícia na gravação foi solicitada pela defesa de Temer, no mês passado. Os advogados questionam no STF a legalidade da gravação e afirmam que há muitas contradições no depoimento de Joesley Batista. Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator da investigação sobre o presidente, abriu prazo para a PGR se manifestar sobre o inquérito aberto para investigar o presidente. Com a decisão, a procuradoria tem até amanhã (27) para decidir sobre eventual denúncia contra o presidente e outros citados nas investigações, entre eles, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem manter as delações premiadas em sigilo por mais tempo. De acordo com informações do jornal O Globo, dois dos cinco integrantes da Segunda Turma da Corte – Dias Toffoli e Gilmar Mendes – já defendem a proposta de não divulgar o conteúdo apresentado pelos delatores até o Ministério Público (MP) apresentar denúncia e o inquérito se tornar uma ação penal. Atualmente, o sigilo é retirado logo depois que o inquérito é aberto no STF. Ricardo Lewandowski também estaria manifestando interesse em acompanhar o entendimento, o que formaria maioria na turma. Ainda segundo o jornal O Globo, quando o MP apresenta a denúncia ao Supremo, a abertura de uma ação penal costuma levar, em média, um ano. Pela nova proposta dos ministros do STF, quando o caso for arquivado, a delação permanecerá em sigilo por tempo indeterminado. O ministro Edson Fachin, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na Corte, defende a regra atual. O Celso de Mello ainda não manifestou preferência por nenhuma das alternativas. A questão já foi discutida a sessão da Segunda Turma do último dia 13.
Cotado como possível candidato à Presidência da República em 2018, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa disse que ainda resiste à ideia de disputar a eleição, apesar de estar sendo procurado por partidos. “A verdade é que eu resisto”, disse, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. “Estou mais para não ser”. Ele foi procurado por lideranças de siglas como Rede, PSB e PT. Nesta semana, se reuniu também com artistas como Marisa Monte, Lázaro Ramos, Fernanda Torres, Fernanda Lima, Caetano Veloso e Thiago Lacerda. O objetivo do encontro era convencê-lo a mudar de ideia. “O maior obstáculo à ideia sou eu mesmo”, afirma Barbosa. Ele aponta que preza “muito a liberdade”. “Gozo dessa liberdade na sua plenitude, com independência total para fazer e falar o que bem entendo. Isso não tem preço”. Barbosa argumenta também que os artistas não tem dinheiro e que não há “ninguém atrás de mim com recursos” para desenvolver uma campanha. O ex-ministro também questionou: “Será que o Brasil está preparado para ter um presidente negro?”. O encontro com artistas teve a participação de duas lideranças da Rede: o senador Randolfe Rodrigues (AP), e o deputado federal Alessandro Molon (RJ).
A ação do presidente Michel Temer contra o empresário Joesley Batista, por difamação, calúnia e injúria, foi rejeitada pelo juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal do Distrito Federal, na tarde desta terça-feira (20). Michel Temer moveu a queixa-crime contra o empresário por conta da entrevista concedida à revista Época, na qual ele acusa o presidente de ser “chefe de organização criminosa” e de não ter “cerimônia” para pedir dinheiro. “Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo [Cunha], Geddel [Vieira Lima], Henrique [Eduardo Alves], [Eliseu] Padilha e Moreira [Franco]. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles”, disse o delator à publicação. Para o magistrado, não há justa causa para se instaurar a ação criminal. Além desta ação, Michel Temer, antes de viajar para Rússia nesta segunda-feira (19), moveu outra ação com pedido de reparação por indenização por danos morais. A ação com pedido de reparação financeira tramita na vara cível da Justiça comum.
A Justiça da França manteve a condenação do deputado Paulo Maluf (PP-SP) a três anos de prisão e multa de 200 mil euros pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a decisão foi divulgada nesta terça-feira (20) e foi proferida no recurso apresentado pela defesa do parlamentar contra a condenação em primeira instância, determinada em outubro de 2015. A Corte de Apelações entendeu que Maluf depositou em contas bancárias na França dinheiro com origem em desvio de dinheiro público e corrupção no Brasil. O montante de 1,8 milhão de euros estava em contas no nome da mulher de Maluf, Sylvia. Ela foi condenada a dois anos de prisão e multa de 100 mil euros. O filho do deputado. A Justiça francesa também manteve a condenação do filho de Maluf a três anos de prisão e multa de 200 mil euros.