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A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (11) o inquérito 4327 do Supremo Tribunal Federal (STF), instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado “quadrilhão” do PMDB. A PF cita no inquérito o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha. O inquérito da PF diz que há indícios da prática do crime de organização criminosa. Os integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham “estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta”. Em nota, a PF destacou. “O grupo agia através de infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.” Em nota divulgada nesta segunda-feira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, sugeriu que o relatório da Polícia Federal não merece resposta. A PF sustentou, na conclusão do inquérito que investigou o “quadrilhão” do PMDB na Câmara, que a cúpula do partido participava de uma organização criminosa, voltada para obtenção de vantagens indevidas na administração pública. “O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”, diz a nota, assinada pela Assessoria de Comunicação da Casa Civil.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado por corrupção passiva pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF). A denúncia, oferecida no âmbito da Operação Zelotes, acusa o petista ter editado a Medida Provisória 471/09 para beneficiar empresas do setor automotivo, em troca de recebimento de propina. Além de Lula, foram denunciados também o então chefe de gabinete do ex-presidente, Gilberto Carvalho, além de outras cinco pessoas. De acordo com a denúncia, R$ 6 milhões foram prometidos por integrantes do esquema a Lula e Carvalho. O dinheiro seria utilizado para financiar campanhas do PT.
O empresário Joesley Batista, sócio da JBS, se apresentou a Polícia Federal no início da tarde deste domingo (10) após o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ter aceitado seu pedido de prisão, apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo informações do portal G1, ele saiu da casa do pai, situada no Jardim Europa, na Zona Sul de São Paulo, às 13h45, em um Toyota Hilux. O executivo Ricardo Saud delator da Lava Jato também se apresentou à PF. O pedido de prisão foi apresentado por suspeitas de que os dois delatores tenham omitido informações sobre a participação do ex-procurador Marcelo Miller no processo de colaboração premiada.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin acatou o pedido de prisão temporária dos delatores da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, apresentado nesta sexta-feira (08) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O chefe do Ministério Público havia pedido, ainda, a prisão do ex-procurador da República Marcello Miller. Neste caso, o ministro do STF não autorizou a prisão. As prisões dos delatores não devem ser imediatas, mas sim, podem ocorrer ao longo do dia, ou até mesmo nesta segunda-feira (11), segundo informações do site G1. A prisão de Joesley e Saud foi autorizada porque eles são suspeitos de omitir informações dos investigadores da Operação Lava Jato, o que quebra cláusulas do acordo de delação premiada.
O ex-ministro José Dirceu disse a interlocutores que prefere morrer a fazer delação premiada. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha, numa crítica ao ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que está em negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Questionado sobre o depoimento de Palocci no qual Lula é diretamente envolvido com o recolhimento de propinas para o PT, Dirceu foi objetivo. “Só luta por uma causa quem tem valor. Os que brigam por interesse têm preço. Não que não me custe dor, sofrimento, medo e às vezes pânico. Mas prefiro morrer que rastejar e perder a dignidade”, disse. O depoimento de Palocci, segundo a publicação, levou a uma comparação entre o comportamento dele e de condenados como Dirceu e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Ambos suportariam tudo em nome de uma causa, ao contrário de Palocci.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do dono da J&F, Joesley Batista; do diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud; e do ex-procurador Marcelo Miller. A solicitação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal, dias após a defesa da própria JBS ter entregue um áudio em que Saud e Joesley conversam sobre a suposta interferência de Miller nas tratativas da delação premiada. Na ocasião da gravação, fevereiro, o ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público Federal – sua exoneração foi oficializada em abril. Por causa disso, Janot abriu um procedimento de revisão de acordo de delação dos empresários e considera pedir a revogação do benefício de imunidade penal concedido. Os executivos prestaram esclarecimentos à PGR na última quinta-feira (07), mas não convenceram. A avaliação é que o discurso tinha como objetivo apenas manter a validade do acordo. Miller foi ouvido nesta sexta (08), sob suspeita de sua atuação incorrer no crime de obstrução de justiça e exploração de prestígio.
Sem algemas, o ex-ministro Geddel Vieira Lima embarcou num jatinho da Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional de Salvador com destino a Brasília para prestar depoimento. Geddel foi preso preventivamente nesta sexta-feira (8), durante ação da operação “Cui Bono”. Ele foi levado pela Polícia Federal por volta das 7h desta sexta-feira (8), de seu apartamento situado no Jardim Apipema, em Salvador, onde cumpria prisão domiciliar. A prisão preventiva do ex-ministro se deu a pedido da PF, após a apreensão de mais de R$ 51 milhões em um apartamento que estava sendo usado como depósito pelo ex-ministro.
Em depoimento ao juiz Sergio Moro o ex-ministro Antônio Palocci disse que Lula sabia que diretores nomeados para a Petrobras estavam envolvidos em esquemas de corrupção envolvendo partidos políticos. O antigo braço direito do ex-presidente afirmou que conversou com Lula em 2007 sobre o assunto e o ex-presidente teria demonstrado preocupação, mas depois estimulou o esquema. O ex-ministro disse que na estatal se estabeleceu um intenso financiamento partidário. “O pré-sal pôs o governo numa atitude frenética em relação a Petrobras e esse assuntos de ilícitos de diretores ficaram para terceiro plano. As coisas continuaram correndo do jeito que era”, afirmou o ex-ministro. Palocci garantiu ainda que partidos políticos faziam pressão para indicar diretores da Petrobras e recordou uma ocasião em que o PMDB parou de votar com o governo até nomear Jorge Zelada para a Diretoria Internacional.
O empresário Joesley Batista vai prestar depoimento na Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira (07) em Brasília sobre os áudios entregues por ele ao Ministério Público Federal. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, também irão depor o executivo da empresa Ricardo Saud e o advogado Francisco de Assis. O acordo de colaboração firmado por eles com o MPF está na berlinda depois da divulgação das conversas entre Joesley e Saud nas quais eles, entre outros assuntos, conversam sobre a participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de negociação. Como Miller ainda era procurador e não poderia ajudar investigados a celebrar acordos de colaboração, sua participação pode resultar na anulação de provas ou dos benefícios conquistados pelos delatores.
As impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima foram encontradas pela Polícia Federal no apartamento onde foram apreendidos na terça-feira (05) R$ 51 milhões em malas e caixas, em Salvador. Segundo o G1, o fato reforça as suspeitas de que Geddel tem ligação com o dinheiro e comprova também que o ex-ministro esteve no imóvel onde a quantia era armazenada. O dinheiro foi apreendido em uma ação de busca e apreensão na Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Operação Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal. A apreensão foi a maior em dinheiro vivo já feita pela PF. Geddel cumpre prisão domiciliar há quase dois meses no apartamento dele, em Salvador, sem uso de tornozeleira eletrônica.