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Promotores do Ministério Público da Bahia (MP) começaram a investigar um novo esquema de desvios de verbas com ramificação em diversos municípios do interior. De acordo com indícios já coletados, dois empresários bancaram campanhas para candidatos de pequenas cidades na eleição passada, em troca de contratos com prefeituras. Antes, segundo integrantes do MP, ambos contratavam institutos de pesquisa para identificar as intenções de voto dos alvos escolhidos. Depois, ofereciam ajuda financeira via caixa 2. O acordo previa que, em caso de vitória, o futuro prefeito direcionaria licitações para as empresas da dupla. Até o momento, investigadores do MP identificaram rastros do esquema em pelo menos cinco prefeituras baianas. As apurações agora estão concentradas em empresas suspeitas de servirem como fachada para encobrir movimentações financeiras e repasses de propina.

Duque relatou ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, três encontros pessoais com Lula sendo o último em 2014. Foto: Divulgação
O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou nesta sexta-feira (5) que o ex-presidente Lula “tinha pleno conhecimento de tudo, tinha o comando” do esquema de corrupção instalado na estatal petrolífera. Duque relatou ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, três encontros pessoais com Lula, o último em 2014, quando a Operação Lava Jato já estava nas ruas. “No último encontro, 2014, já com a Lava Jato em andamento ele (Lula) me chama em São Paulo. Tem uma reunião no hangar da TAM no Aeroporto de Congonhas e ele me pergunta se eu tinha uma conta na Suíça com recebimentos da empresa SBM”, contou Duque.
Criado na quarta-feira (3) um abaixo-assinado online a favor do impeachment dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), já está próximo de atingir a meta de 300 mil assinaturas. No início da tarde desta quinta-feira (4) 294 mil assinaturas já tinham sido registradas. O abaixo-assinado, hospedado no site change.org, será entregue ao Senado, onde devem ser apresentados pedidos de impeachment de ministros do STF. Os três ministros decidiram devolver ao ex-ministro José Dirceu a liberdade que ele perdeu a 3 de agosto na Lava Jato, por ordem do juiz Sérgio Moro. “Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandovski proferiram diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem constitucional. A recente soltura de réus como José Dirceu e Eike Batista demonstra o descaso com o crime continuado e a obstrução à justiça que, soltos, eles representam. Gilmar Mendes, especialmente, concede reiteradamente habeas corpus a poderosos (Daniel Dantas recebeu dele um habeas corpus num domingo), demonstrando julgar com parcialidade e a favor de interesses que nem sempre coincidem com o bem comum”, diz a descrição do abaixo-assinado. O ministro Edson Fachin, do STF, determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre uma ação de autoria de um grupo de juristas que defende o impeachment específico de Gilmar. Para justificar o pedido, os juristas afirmam na ação encaminhada a Fachin que Gilmar tem “envolvimento em atividades político-partidárias” e participa de julgamentos “de causas ou processos em que seus amigos íntimos são advogados” e “de causas em que é inimigo de uma das partes”. Os juristas dizem que Gilmar atua em julgamentos nos quais deveria se considerar suspeito.
Advogados do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), têm notificado judicialmente as pessoas que ofendem ou incitam a violência nas redes sociais contra o empresário. As denúncias são repassadas por “simpatizantes” do prefeito que consideram as mensagens ofensivas. “Eles printam [reproduzem] os posts e mandam para a gente verificar se há prática de ofensa ou incitação de violência. A gente confere tudo e vê que a maioria é de manifestações pacíficas”, explicou à Folha o advogado Guilherme Ruiz Neto, da Pomini Advogados. O escritório pertence ao secretário Municipal de Negócios Jurídicos, Anderson Pomini, que se afastou da empresa desde quando assumiu o cargo, e a Thiago Tommasi, que trabalha com Ruiz Neto na defesa de Dória. Os honorários são pagos pelo prefeito, segundo o advogado. “Se não retira [o comentário], a gente promove ações judiciais cabíveis. Mas a maioria [dos comentários] nós deixamos continuar. Conhecemos o direito de manifestação, só não aceitamos baderna nem estímulo à violência. A internet não é terra sem leis”, afirmou Ruiz Neto, que negou haver “patrulha”. Em das ações assinadas pelos advogados do escritório, a Justiça chegou a determinar que o Facebook divulgasse a identidade por trás dos perfis que criaram um evento convidando as pessoas para uma “virada cultural” na casa de Doria.
O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, teve o pedido de liberdade concedido pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Dirceu foi condenado duas vezes pela Lava Jato e está preso desde agosto de 2015. Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes configuraram maioria para libertar Dirceu, vencendo Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF e também do pedido de habeas corpus, e Celso de Mello. O pedido de liberdade apresentado pela defesa de Dirceu havia sido negado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dirceu havia sido condenado a mais de 31 anos de prisão. O entendimento do STF foi que a prisão definitiva só é possível após condenação em segunda instância. Para os ministros, como não houve julgamento final, a prisão deve ser substituída por medidas cautelares alternativas, como monitoramento por tornozeleira, por exemplo. As medidas cautelares serão definidas pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro.
Acusado de comandar o esquema de corrupção das empreiteiras no Rio de Janeiro, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) vivia uma vida de luxo financiada por propinas. Entre os gastos exorbitantes dele e da esposa, Adriana Ancelmo, estão até uma privada. O produto, que é de uma marca polonesa, fornece água em três temperaturas, 35ºC, 40ºC ou 45ºC, e seu assento também pode ser aquecido. Era tanto dinheiro que Cabral investiu cerca de um milhão de euros em diamantes guardados no exterior. O ex-governador também gostava de agradar a mulher com joias. Apenas entre 2012 e 2016, ele gastou cerca de R$ 6 milhões com anéis, pulseiras, brincos e colares, de acordo com informações da diretora comercial da H.Stern, Maria Luiza Trotta. Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), ela relatou que tudo era pago em dinheiro e sem emissão de notas fiscais. Ele também gastou cerca de R$ 57 mil em seis vestidos de festa, feitos sob medida para a esposa. Para ele, comprou pelo menos 20 ternos da grife italiana Ermenegildo Zegna, com preços que variam de R$ 18 mil a R$ 150 mil. Outros gastos denunciados pelo MPF e listado por O Globo eram com viagens – a família visitou Londres e Dubai, em 2014, e gastou R$ 288 mil com passagens de primeira classe e hotéis com diárias de milhões de dólares –; carros, que geraram gastos de mais de R$ 630 mil e ainda mais R$ 58 mil com blindagens; uma lancha avaliada em R$ 5 milhões e batizada de Manhattan Rio; e uma coleção com 28 obras de arte já apreendidas pela Operação Lava-Jato.
Detidos na mesma ala da carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, o ex-ministro Antonio Palocci e o empreiteiro Marcelo Odebrecht dividem as tarefas “domésticas”, como a limpeza da cela e do banheiro, e fazem refeições juntos. Segundo a Folha de S. Paulo, há poucos dias, o petista chegou à cela de Marcelo falando em italiano, o que levou até os companheiros de prisão do ex-presidente da construtora às gargalhadas. A brincadeira faz uma referência ao apelido atribuído a Palocci na planilha do Departamento de Propinas da Odebrecht. O ex-ministro é identificado como “italiano”, mas nega as acusações. De acordo com a publicação, Marcelo, que está preso desde junho de 2015, aconselha Palocci sobre como proceder na sua defesa. Quando o ex-ministro começou a cogitar fazer delação premiada, Marcelo lhe sugeriu que tentasse colocar a PF na negociação. Assim feito, o petista teve sua primeira reunião sobre o acordo com procuradores e um delegado da PF há pouco mais de um mês. De acordo com a publicação, três pessoas que frequentam a carceragem afirmam já ter visto o empreiteiro afirmar aos advogados do petista que eles prejudicavam seu cliente quando perguntavam a testemunhas da Odebrecht, na frente do juiz Sergio Moro, se Palocci era mesmo o “italiano”. No último dia 20, o ex-ministro disse ao juiz da Lava Jato que estava disposto a falar nomes e operações que interessariam o processo. Uma possível delação de Palocci é temida pelo PT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu ter “absoluta certeza” de que Palocci não vai fechar o acordo, pois pode prejudicar muita gente.
O exame que Emilly fez durante o confinamento no ‘BBB 17’, que confirma que ela foi agredida por Marcos, vazou nas redes sociais e tem causado a maior polêmica. O relatório médico conta com informações sobre as marcas no braço da jovem e o documento serviu como prova que o médico fosse denunciado pelo Ministério Público. No texto, o médico Elmo Marques Carneiro Filho diz que Emilly se queixava de dor em manobras de compressão no punho direito sem sinais de lesões de escoriações e que apresentava pequeno hematoma roxo claro na região posterior do braço esquerdo e outro no antebraço direito. Ao ‘Uol’, o advogado do médico, Ralph Lichotti, informou que ele não pode dar entrevista sobre o caso por conta da Ética Médica e afirmou que pretende processar Marcos pelo vazamento do exame. “Esse cuidado, que todo verdadeiro esculápio deve ter, com os pacientes seus, ou de outros médicos, o Dr. Elmo sempre observou, em seus mais de 50 anos de clínica médica dedicada à nobre missão de mitigar o sofrimento humano; mas não vem demonstrando a mesma circunspecção o Dr. Marcos de Oliveira Härter, pelo que será processado judicialmente nas próximas horas, ante o vazamento indevido de atestado médico”, disse. A assessoria do cirurgião não comentou o caso.
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, afirmou que o governo federal classifica a greve geral desta sexta-feira (28) como um fracasso. Em entrevista à rádio CBN, ele avaliou que os atos promovidos pelas centrais sindicais não devem dificultar a aprovação da reforma da previdência. “Você pega milhares de pessoas obstruídas por 15, 20, 50 pessoas. As pessoas estão querendo ir trabalhar e estão sendo obstruídas. Estamos iniciando o dia, mas aparentemente é uma greve que inexiste”, declarou. Serraglio disse ainda que a greve geral foi motivada pela proposta da reforma trabalhista que torna a contribuição sindical opcional para os trabalhadores. “É mais uma greve aparentemente dos sindicados, das centrais, perturbados com as decisões desta semana do Congresso Nacional, que estão tirando recursos bilionários”, opinou.

Adriana estava em prisão domiciliar por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STF). Foto: Reprodução
A Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) mandou nesta quarta-feira (26) a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo de volta para a penitenciária de Bangu. Mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), Adriana estava em prisão domiciliar por ordem do Superior Tribunal de Justiça. Adriana é acusada de envolvimento do esquema milionário de propinas atribuído a Sérgio Cabral. Os desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo votaram na tarde de hoje a favor do retorno dela à prisão. O desembargador Ivan Athié ainda irá votar, mas a decisão já está tomada por maioria. “O Estado deve assegurar o direito das mulheres de terem contato com os filhos e que o bem-estar das crianças deve ser garantido, mesmo estando a mãe em instituição prisional”, disse em seu voto o relator Abel Gomes.