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Autoridades italianas dizem que Bolsonaro pode ‘ser preso e extraditado’ em caso de fuga

20 agosto 2023 | 11:49

No Brasil, o ex-presidente é monitorado de perto pelo risco de uma eventual tentativa de fugir em meio a enroscos com a Justiça. Cerimônia de Outorga do Título de Cidadão Honorário do Município de Anguillara Vêneta. – Foto: Alan santos/PR

Com a situação cada vez mais enrolada na Justiça brasileira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já tem sido monitorado de perto pelo risco de uma eventual fuga.

Antes mesmo dos recentes enroscos relacionados ao escândalo das joias e dos relatos do hacker Walter Delgatti a respeito de suposta trama golpista, se falava na possibilidade de Bolsonaro e familiares se abrigarem na Itália, mas o país europeu pode não ser uma opção para o ex-mandatário, que em 2021 recebeu o título de cidadão honorário de Anguillara Vênetta.

Isto porque, segundo apuração de Jamil Chade, no UOL, autoridades italianas alertam para o fato de que “Bolsonaro poderá ser preso e extraditado ao Brasil”, caso tente fugir para o país, mesmo que ele conseguisse a dupla cidadania.

“Pela legislação, eu sou italiano. Tenho avós nascidos na Itália, e a legislação de vocês diz que sou Italiano. Pouquíssima burocracia e eu teria cidadania plena”, disse ele em fevereiro, durante estada nos Estados Unidos, ao ser questionado por uma repórter do jornal Corriere della Sera se havia solicitado cidadania italiana.

Em novembro de 2022, poucos dias após o segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filhos do ex-presidente, solicitaram à embaixada italiana em Brasília a abertura do processo para obtenção da dupla nacionalidade.

Passados muitos meses e com o clã Bolsonaro imerso em problemas na Justiça, as especulações sobre o tema voltaram à baía, sobretudo após uma declaração do ex-mandatário. “Estive três meses nos Estados Unidos, no estado da Flórida, realmente um estado fantástico”, disse. “Mas apesar de ter sido acolhido muito bem, não existe terra igual a nossa. Sei dos riscos que corro em solo brasileiro, mas não podemos ceder”, completou, em agenda na sexta-feira (18), em Goiás.

Segundo Jamil Chade, apesar do título honorário recebido por Jair Bolsonaro na cidade de seus antepassados, ele não passa de uma homenagem, o que não lhe garante cidadania. Além disso, deputados da Itália e fontes do Ministério da Justiça do país europeu alertam que, no caso de uma eventual ou até se ele conseguisse uma cidadania, mesmo assim poderia ser extraditado.

Questionado sobre se o brasileiro seria bem-vindo na Itália, o deputado Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, afirmou que “absolutamente não”. Segundo ele, abrigando Bolsonaro “A Itália se tornaria responsável por uma piora nas relações com o Brasil com uma pessoa que favorece uma tentativa de golpe”. “Acho que a população italiana não gostaria disso, mas é a minha avaliação. Como a Itália pode conceder cidadania a alguém acusado de crimes graves no Brasil?”, questionou o parlamentar.

Outro deputado, Fabio Porta, do Partido Democrático, explicou à coluna que até o momento não há “novidades sobre um possível pedido de cidadania italiana feita por Bolsonaro, mas somente pelos filhos”. Ele, entretanto, pontua que uma eventual nacionalidade possa ser usada de escudo.

“No caso de uma possível fuga dele para Itália, o Brasil poderia sempre pedir a extradição. Não é que a cidadania lhe conceda proteção para tudo”, disse. “Mesmo diante do governo de direita que temos agora não creio que a Itália, nem mesmo se fosse o governo de esquerda, tenha vontade de entrar no meio de uma questão dessa”, acrescentou o parlamentar.

A Jamil Chade uma fonte do Ministério da Justiça da Itália afirmou que mesmo com a cidadania, “Bolsonaro poderá ser preso e extraditado ao Brasil”.

Alexandre de Moraes autoriza quebra dos sigilos bancário e fiscal de Bolsonaro e Michelle

18 agosto 2023 | 0:34

Ministro do STF também autorizou cooperação da Polícia Federal com autoridades dos Estados Unidos para quebra do sigilo do ex-presidente naquele país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (17) a quebra dos sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Mais cedo, o advogado Cezar Bittencourt, que faz a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, afirmou que seu cliente vai admitir que vendeu joias da Presidência a pedido de Bolsonaro. Além disso, Cid vai informar que passou o dinheiro para o ex-presidente.

Cid está preso desde maio. Ele era um dos principais homens de confiança de Bolsonaro ao longo do mandato na Presidência. As joias foram presentes dados a Bolsonaro no exercício do mandato. De acordo com o TCU, presentes dessa natureza devem ser incorporados ao acervo da União, e não podem ser vendidos como itens pessoais.

Também nesta quinta, Moraes autorizou também autorizou o pedido de cooperação internacional feito pela Polícia Federal (PF) para solicitar aos Estados Unidos a quebra de sigilo bancário das contas dos investigados no caso das joias presenteadas pela Arábia Saudita na Flórida.

Caso das joias: Bolsonaro completa 48 horas de silêncio nas redes sociais

14 agosto 2023 | 0:41

Ex-presidente da República publicou vídeo com criança, mas evitou comentar operação da Polícia Federal. Foto: Isac Nóbrega/PR

De acordo com uma reportagem da Folha de São Paulo, após 48 horas da operação da Polícia Federal (PF) contra aliados no caso das joias, Jair Messias Bolsonaro (PL) manteve silêncio em redes sociais sobre o caso, que pela primeira vez expõe digitais do ex-presidente da República na suspeita de desvio de bens públicos para enriquecimento pessoal. Ainda segundo a Folha, a postura de discrição, destoante da adotada por Bolsonaro e pelos filhos em assuntos de antes, durante e depois da passagem pelo Palácio do Planalto, se dá depois da PF pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na investigação do caso.

Bolsonaro usou as redes sociais no sábado (12) para publicar um vídeo abraçando uma criança, e desejou “bom sábado a todos”. Neste domingo (13), o ex-presidente publicou um vídeo de dia dos pais e desejou – “m Domingo repleto de momentos inesquecíveis a todos!”; ignorando as diligências cumpridas contra seus aliados na última sexta-feira (11). A defesa do ex-mandatário lançou nota, afirmando disponibilizar às autoridades a movimentação bancária de Bolsonaro e ressaltando que ele “jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos”.

Também na nota, a defesa argumenta ainda que ele “voluntariamente” pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) em março deste ano a entrega de joias recebidas “até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito”.

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Bolsonaro usou estrutura do governo para desviar joias, afirma Moraes

12 agosto 2023 | 0:21

Moraes afirma que os dados analisados pela PF indicam a possibilidade de o órgão responsável pela análise e definição do destino de presentes. Divulgação: STF

por Camila Vieira

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as investigações apontam a suspeita de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou a estrutura do governo federal para desviar presentes de alto valor oferecidos a ele por autoridades de outros países.

Moraes afirma que os dados analisados pela PF indicam a possibilidade de o órgão responsável pela análise e definição do destino de presentes oferecidos por autoridade estrangeira ao presidente da República, o Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência, “ter sido utilizado para desviar, para o acervo privado do ex-presidente da República, presentes de alto valor, mediante determinação de Jair Bolsonaro”.

As afirmações se baseiam no relatório da Polícia Federal e serviram para a decisão que autorizou operação deflagrada nesta sexta-feira (11), que cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao ex-presidente no caso das joias enviadas por autoridades sauditas.

Entre os alvos estão o general da reserva do Exército Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, e Osmar Crivelatti, tenente do Exército e que também atuou na ajudância de ordens da Presidência.

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PF pede quebra de sigilo bancário de Bolsonaro e ex-presidente pode ser preso

12 agosto 2023 | 0:05

Pedido feito ao STF ainda inclui autorização para tomar o depoimento do ex-presidente e de Michelle. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilo fiscal e bancário e a autorização para tomar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o esquema internacional de venda de joias e presentes que ele recebeu ilegalmente durante o mandato. De acordo com o Estadão, esse gesto é considerado mais um passo para a prisão do ex-presidente.

A PF também quer ouvir a ex-primeira dama Michele Bolsonaro e acionou o FBI, a polícia americana, para avançar nas investigações nos Estados Unidos. Apesar disso, a avaliação é que os indícios e provas já seriam suficientes para, por exemplo, prender tanto o general Mauro Lourena Cid quanto o advogado Frederick Wassef.

Os dois estão envolvidos diretamente no esquema é alvo de busca e apreensão da PF nesta sexta-feira. O filho do general, tenente coronel Mauro Cid, é o pivô do esquema, já responde por outros crimes e está preso.

Conforme o Estadão apurou, o diretor geral da PF, Andrei Passos, conversou por telefone, na quinta e na sexta-feira, com o ministro da Defesa, José Mucio, e com o comandante do Exército, general Tomás Paiva. Os dois acompanham a evolução das investigações e do noticiário e mantêm a posição de sempre: separar as Forças Armadas de oficiais que cometam “erros”, que devem se defender por conta própria. A decisão judicial será respeitada.

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Após ser preso, ex-diretor da PRF Silvinei Vasques chega a Brasília

10 agosto 2023 | 0:23

Investigado ficará preso na capital federal. Foto: PRF

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques chegou à Brasília, na tarde desta quarta-feira (9), após ser preso preventivamente durante a manhã, em uma operação que investiga interferência no segundo turno das eleições de 2022.

O avião da Polícia Federal saiu de Santa Catarina (SC) e pousou por volta das 16h45, no Aeroporto de Brasília. Nesta quarta, Silvinei deverá ficar na Superintendência da PF. Na quinta-feira (10), o ex-diretor da corporação deve seguir para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Celulares, computador e passaporte do ex-diretor-geral foram apreendidos. Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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Ator se torna réu por assédio sexual contra três mulheres

9 agosto 2023 | 0:04

A decisão é da juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, que aceitou a denúncia feita na tarde desta terça-feira (8). Reprodução: Rede Globo

por Camila Vieira

O ator e humorista Marcius Melhem se tornou réu por assédio sexual contra três mulheres que trabalharam sob sua chefia no núcleo de humor da TV Globo.

A decisão é da juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, que aceitou a denúncia feita na tarde desta terça-feira (8) pela promotora Isabela Jourdan, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Os casos pelos quais Melhem agora é réu foram o assédio às atrizes Georgiana Góes e Carol Portes e contra uma jornalista, cujo nome será preservado pela coluna, já que ela não tornou público até hoje a acusação de assédio.

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STF forma maioria para prisão imediata após condenação por júri popular

6 agosto 2023 | 7:42

Votação termina na segunda-feira, mas seis ministros do Supremo, incluindo o relator, Luís Roberto Barroso, já votaram favoráveis. Foto: Carlos Moura/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para autorizar a execução imediata da prisão de réus condenados em processos criminais pelo júri popular. Contudo, os ministros ainda precisam decidir se concordam com a execução provisória quando a pena for igual ou superior a 15 anos ou se ela pode ocorrer independentemente do total da pena aplicada.

O júri popular é responsável por julgar crimes dolosos (com intenção) contra a vida, incluindo homicídio, feminicídio e infanticídio.

A votação ocorreu no julgamento virtual da Corte, com seis votos a favor de iniciar a execução da pena mesmo que haja recursos pendentes no processo.

O relator, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu que o cumprimento da pena pode começar após a decisão do júri, independentemente da quantidade de pena aplicada. Ele foi acompanhado por outros quatro ministros: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e André Mendonça.

Por sua vez, o ministro Edson Fachin votou pela constitucionalidade da execução imediata da pena quando esta for superior a 15 anos, de acordo com a legislação processual penal.

Os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e a presidente da Corte, Rosa Weber, votaram contra o início imediato do cumprimento da condenação. Entretanto, eles consideram que a prisão preventiva é cabível após a decisão do júri, desde que preenchidos os requisitos previstos em lei.

Ainda restam os votos dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux. O julgamento será concluído na próxima segunda-feira (7), a menos que haja solicitação de prorrogação ou destaque

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Após voto de Moraes a favor do porte de drogas para consumo, STF adia julgamento

3 agosto 2023 | 0:10

O ministro Gilmar Mendes, relator da ação, solicitou mais tempo para avaliar os votos apresentados. Reprodução/TV Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que discute a descriminalização do porte de drogas para uso próprio, após quatro votos para liberar a maconha para consumo pessoal. O prazo para o caso ser retomado não foi definido. O ministro Alexandre de Moraes foi o único a votar na sessão desta quarta. Ele defendeu a descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal.

O ministro Gilmar Mendes, relator da ação, solicitou mais tempo para avaliar os votos apresentados e prometeu liberar o processo nos próximos dias. O pedido foi atendido pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber. No entanto, não designou data e se comprometeu a adaptar a agenda para quando o ministro puder liberar o caso.

O voto de Moraes foi o quarto pela liberação do porte para a maconha. Outros sete ministros ainda precisam se manifestar. Cristiano Zanin, ministro que vai tomar posse nesta quinta (3), também poderá participar do julgamento.

O STF julga a constitucionalidade de um dispositivo da chamada Lei de Drogas, que considera crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal. No julgamento, porém, os ministros não vão tratar da venda de drogas, que vai seguir como ilegal. Atualmente, embora seja crime, o porte de drogas para consumo pessoal não leva à prisão.

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Justiça espanhola torna Daniel Alves réu pelo crime de agressão sexual

2 agosto 2023 | 18:07

Jogador foi acusado formalmente nesta quarta-feira (02). Foto: Reprodução / Instagram

O jogador Daniel Alves foi acusado formalmente, nesta quarta-feira (2), pela Justiça espanhola pelo crime de agressão sexual contra uma mulher que conheceu em uma boate de Barcelona. O julgamento do atleta não tem data marcada para ocorrer. 

Segundo informações do G1, o advogado de Daniel Alves, Cristóbal Martell, afirmou que o cliente não irá recorrer da decisão. O ex-Barcelona está preso preventivamente desde 20 de janeiro. Para a Justiça da Espanha, o brasileiro chegou a mudar o depoimento duas vezes, admitindo posteriormente ter tido relações sexuais com a jovem que o acusou. 

O crime de agressão sexual na Espanha possui pena de 4 a 15 anos de prisão. De acordo com a mídia europeia, o futebolista deverá pagar ainda uma indenização de 150 mil euros (cerca de R$ 784 mil na cotação atual) por eventuais danos causados à vítima.