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A Bahia acaba de ultrapassar 69,4 mil conexões operacionais de energia solar em telhados e pequenos terrenos, espalhadas por 417 cidades, ou 100% dos 417 municípios da região, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A potência instalada de energia solar distribuída na Bahia coloca o estado na oitava posição do ranking nacional da Absolar.
Desde 2012, a modalidade já proporcionou à Bahia a atração de mais de R$ 3,3 bilhões em investimentos, geração de mais de 18,6 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
O estado possui 621,4 megawatts (MW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. Para Santiago Gonzalez Gil, coordenador estadual da Absolar na Bahia, o avanço da energia solar no País é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil e ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica do País, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco da ocorrência de bandeira vermelha na conta de luz da população.
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O Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (3), determinou a retomada do Fundo Amazônia. Com isso, o governo federal tem até 60 dias para tomar as medidas administrativas para cumprir a decisão.
A ministra relatora do caso e presidente do STF, Rosa Weber pediu que o fundo fosse reativado em seu formato de governança original, com o intuito de combater o desmatamento na Região Amazônica. A magistrada, durante o voto, ainda pontuou que o fundo está paralisado desde 2019 – assim, os mais de R$ 3 bilhões de doações não podem ser investidos em projetos de preservação e conservação do meio ambiente.
Em 2019, o fundo foi desativado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, o chefe do Executivo Nacional disse que havia divergências sobre a gerência de seu orçamento e atritos com países que ajudavam a capitalizá-lo, com doações bilionárias, como Alemanha e Noruega. O único a votar contra foi o ministro Nunes Marques.

Em reação à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente da República, no domingo (30), a Alemanha anunciou nesta quarta-feira (02) a disposição para descongelar o repasse de recursos para o Fundo Amazônia. O país europeu é um dos co-financiadores da iniciativa, junto com a Noruega e o governo brasileiro, via BNDES.
“Em princípio, estamos prontos para liberar os meios congelados para o Fundo de Preservação da Floresta Amazônica”, disse um porta-voz do ministério alemão do Desenvolvimento e Cooperação. Na segunda-feira (31), a Noruega já havia sinalizado a possibilidade de articular com o presidente eleito brasileiro a retomada da cooperação.
Conforme o Ministério do Clima e Meio Ambiente norueguês, há cerca de US$ 641 milhões paralisados na conta do fundo. O valor corresponde a R$ 3,29 bilhões, no câmbio atual. O repasse foi suspenso em 2019, por discordância dos países europeus com relação à política ambiental do governo brasileiro. Fontes: G1 e AFP.

O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal até 21 de outubro já egistrou a pior marca da série histórica anual do Deter, o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do instituto. O cumulado foi de 9.277 km², de janeiro até o último dia 21 de outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Segundo o G1, faltando mais de 2 meses para o fim do ano, essa marca já superou até mesmo todo o ano de 2019, a pior taxa até então, quando os alertas de desmate deram um salto e chegaram até 9.178 km².
Quando comparada toda a série, o acumulado de alertas de desmatamento em 2022 na Amazônia Legal marca o quarto ano consecutivo da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) em que os alertas por ano civil ficam acima da marca de 8 mil.
A Amazônia Legal é uma região que corresponde a 59% do território brasileiro e que engloba a área de 9 estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e uma parte do Maranhão.

O incêndio de grandes proporções que atingiu áreas em Rio do Pires, no Sudoeste baiano; e Piatã, na Chapada Diamantina, foi dado como controlado nesta segunda-feira (19). As chamas atingiam a Serra do Barbado desde a última sexta-feira (16). Conforme o G1, a informação do controle do fogo foi confirmada pela Secretaria de Meio Ambiente de Rio do Pires.
O Corpo de Bombeiros, que foi acionado, segue nesta segunda na localidade como forma de prevenir a formação de novo focos de incêndio. Ainda segundo informações, imagens feitas por moradores mostram que a fumaça está menos espessa nesta segunda em relação o sábado (17).
Em torno de 12 militares chegaram ao local para trabalhar no controle do fogo. A área é considerada de difícil acesso. Ainda segundo informações, o secretário de Meio Ambiente de Rio do Pires, José Carlos Almeida de Oliveira, informou que a área afetada tem vasta vegetação de cerrado e caatinga, além de muitas nascentes, constituindo parte importante para a fauna e a floral local.
Até o momento não há informações sobre a extensão da área afeta pelo fogo nem do que ocasionou as chamas.

Um incêndio de grandes proporções atinge a Serra do Barbado, em Rio do Pires, na Bacia do Paramirim. As chamas começaram na sexta-feira (16) e desde então vêm se alastrando por uma área de proteção ambiental.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Rio do Pires, a região afetada conta com vasta vegetação de cerrado e caatinga, além de muitas nascentes, constituindo parte importante para a fauna e a flora local.
Conforme informações do secretário José Carlos Almeida de Oliveira, o município não conta com brigada de incêndio e, como a área é de difícil acesso, brigadistas voluntários que atuam em Piatã e outras cidades da Chapada Diamantina não conseguem atuar no combate ao fogo.
Ainda segundo ele, a prefeitura acionou o Corpo de Bombeiros e as equipes devem chegar ainda na cidade ainda neste sábado (18). Não há detalhes sobre a extensão da área atingida, nem o que ocasionou o as chamas.
Além da preocupação ambiental, o fogo avança rapidamente, por causa da seca e das altas temperaturas, e se aproxima de algumas propriedades rurais. Os meses de agosto e novembro são os que historicamente registram mais casos de queimadas na Bahia, por causa da estiagem prolongada em algumas regiões.

Um homem terá que pagar R$ 150 mil em danos morais coletivos por abater uma onça-pintada no interior do Mato Grosso. A obrigação consta no termo de ajustamento de conduta firmado com o Ministério Público do Mato Grosso. Ele ainda foi autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e multado em R$ 3 mil.
O homem atirou na onça-pintada e publicou um vídeo abraçado com o animal nas redes sociais. Ele alegou que o felino teria se alimentado de bezerros criados na sua fazenda. Com o acordo, o Conselho Superior do Ministério Público arquivou o inquérito que tratava do assunto.
Em caso de descumprimento do acordo, o homem será multado em 2% do valor da obrigação a título de cláusula penal, sem prejuízo de execução específica com inclusão de correção monetária e juros moratórios de 1% ao mês.
O dinheiro será repassado à Ampara Animal, instituição sem fins lucrativos que trabalha no resgate, atendimento, recuperação e reintrodução de animais silvestres no Pantanal. A ONG está finalizando as obras de construção de uma base fixa de atendimento, que poderá receber os animais vítimas de tragédias na região e terá estrutura para o desenvolvimento do trabalho de reabilitação e soltura.

Uma baleia jubarte foi encontrada morta nesta terça-feira (6) em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Segundo o Radar 64, parceiro do Bahia Notícias, o animal foi visto na Praia do Espelho, entre Caraíva e Trancoso, e já estava em avançado processo de decomposição. Moradores e turistas que estavam no local perceberam o animal e passaram a repercutir o fato através de grupo de WhatsApp.
Ao site, a veterinária Adriana Colosio, coordenadora do Programa de Resgate do Instituto Baleia Jubarte (IBJ), acredita que se trata de uma baleia adulta e fêmea. Uma equipe do instituto se deslocou de Caravelas, no Extremo Sul, para fazer a necropsia da baleia, o que deve apontar as causas da morte do animal.
De acordo com a coordenadora, 32 baleias já apareceram mortas no litoral da Bahia neste ano. Entre os meses de julho a novembro, as baleias jubarte migram da Antártica para se reproduzir em as águas quentes da costa brasileira. Durante a migração, vários animais morrem por enfermidades, colisões com embarcações e encalhes acidentais em redes de pesca.

Equipes da Companhia Independente de Polícia e Proteção Ambiental (Cippa) de Porto Seguro recuperaram placas de madeiras de árvores da Mata Atlântica nativas do município, localizado no Extremo Sul da Bahia. O trabalho de combate ao armazenamento e transporte ilegal de madeira aconteceu entre a quinta (18) e sexta-feira (19), em ações distintas.
Denúncias anônimas sobre a presença de um depósito ilegal levaram os policiais ambientais até uma área rural do distrito de Agrovila, na sexta-feira (19). No local, os militares encontraram grande quantidade de madeira da espécie vinhático.
“Encontramos o dono do espaço, mas ele não apresentou nenhuma autorização para a posse das madeiras. No local, também encontramos quatro motosserras e ele também não possuía porte”, contou o comandante da Cippa, capitão Ricardo Araújo.
Já na quinta-feira, os policiais abordaram um caminhão que transportava uma grande carga da madeira pela BR-367, estrada que faz ligação entre os municípios de Eunápolis e Santa Cruz Cabrália.
O caminhão foi interceptado próximo à entrada de Porto Seguro e, ao ser questionado, o condutor do veículo também afirmou não possuir licença para transportar a madeira. No veículo, os policiais também encontraram outra motosserra sem licença para uso. Todo o material foi encaminhado para a sede da Cippa, juntamente com os dois suspeitos.
Na unidade, os homens assinaram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), por descumprimento dos artigos 46 e 51 da Lei 9605/98, pelo transporte e armazenamento ilegal de madeira e porte ou uso ilegal de motosserra, respectivamente.

Com a Amazônia sofrendo recordes de destruição nos últimos anos, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) mostrou que foram desflorestados 10.781 km² do bioma nos últimos 12 meses, sendo a maior área dos últimos 15 anos. Os dados divulgados apontam um aumento de 3% da área desmatada em relação ao relatório anterior.
Neste ano, a maioria do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob algum tipo de posse, o desflorestamento da Amazônia nesta categoria representa 62% do total. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (25%), Unidades de Conservação (11%) e Terras Indígenas (2%).
“Como vemos, as áreas protegidas conseguem se manter com um índice bem menor de desmatamento, se comparadas a outras áreas, apesar de sofrerem cada vez mais pressão. Isso ressalta a importância de apoiar a proteção e gestão dessas áreas, das comunidades e modos de vida local e negócios associados à floresta em pé”, afirmou a coordenadora do Legado Integrado da Região Amazônica (LIRA), Neluce Soares.
No ano passado, em comparação com 2020, o desmatamento no Brasil avançou cerca de 20%, desmatando em 16.5 km² em 12 meses, segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil