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A ação penal na qual a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, são acusados do crime de corrupção e lavagem de dinheiro, foi liberada para revisão pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Segundo informações da Agência Brasil, o ministro Celso de Mello deverá concluir a revisão e liberar o processo para julgamento, que está previsto ainda para este ano na Segunda Turma da Corte. A procurador-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação de Gleisi e de Paulo Bernardo em novembro do ano passado, ao apresentar as alegações finais do caso. A ação, no âmbito da Operação Lava Jato, acusa ambos de receberem R$ 1 milhão para a campanha de 2010 da congressista, atual presidente nacional do PT. Na manifestação, Dodge pede também que o casal seja condenado ao pagamento de R$ 4 milhões de indenização aos cofres públicos, ou seja, quatro vezes mais do que o desviado da Petrobras, de onde viria os valores aplicados na campanha, de acordo com os delatores da Lava Jato.
A Câmara Municipal de Brumado deu início, nesta quinta-feira (1), às atividades referentes à 1ª Etapa do 2º Período com realização da primeira sessão ordinária do exercício 2018. A sessão contou com a presença dos vereadores, representantes da sociedade civil, profissionais da imprensa e funcionários. O presidente do Legislativo Brumadense, Leonardo Quinteiros Vasconcelos (PDT) compôs a mesa diretora juntamente com os colegas vereadores e justificou a ausência do Prefeito municipal Eduardo Vasconcelos (PSB), alegando a reforma em andamento do teto da casa legislativa. Ao término da sessão, devido à festa momesca, o presidente da casa convocou os vereadores para uma próxima sessão na quinta-feira (08) às 8h.
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, repreendeu a filha, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), por aparecer em um vídeo em um iate, no qual nega ser culpada nos processos trabalhistas que enfrenta na Justiça. A parlamentar foi indicada para comandar o Ministério do Trabalho, mas, até o momento, não assumiu o cargo porque foi impedida pela Justiça – atualmente, a posse dela está suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua conta no Twitter, Jefferson disse que uma “figura pública deve se portar como uma figura pública” e usar as redes sociais apenas em “caráter institucional”. No entanto, o presidente do PTB defendeu a filha. “Sobre o vídeo, a repercussão fala por si. Também teve muita deturpação. Eram famílias no barco, havia crianças passando”, ponderou. E prosseguiu: “Aliás, como tem troglodita nas redes, hein? Menos moralismo e menos machismo, por favor”. No vídeo que a gerou a repercussão, a deputada está rodeada por homens, enquanto explica seus problemas com a Justiça. Ela disse que “todo mundo tem direito de pedir qualquer coisa na Justiça” e que “não achava que tinha nada para dever” para as pessoas que moveram a ação.
O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (29) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está morto politicamente, mesmo tendo sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A declaração foi dada em entrevista à Rádio Bandeirantes. Ainda segundo Temer, seria melhor que o ex-presidente pudesse concorrer ao Palácio do Planalto e ser derrotado. “Ele é uma figura de muito carisma. Não sei dizer se ele está morto eleitoralmente, ou seja, se ele vai participar das eleições ou não, mas dizer que a imagem dele, a palavra dele, a presença do passado dele não vai ter alguma influência? Eu acho que, aí, morto ele não está”, disse o peemedebista. O presidente avaliou também que uma eventual derrota de Lula nas urnas pacificaria o país, porque sua exclusão da disputa “tensiona o país”. ”Sua não-participação tensiona o país, e o que temos que fazer no Brasil é distensionar as relações. Vivemos um tensionamento permanente. Eu pessoalmente acharia, sob o foco político, que, se ele pudesse disputar as eleições e ser derrotado, seria melhor para o país”, afirmou. Durante a entrevista, Temer ainda declarou que gostaria de ter um sucessor que “defendesse o seu legado”. O presidente não quis apontar quem gostaria de ter como sucessor e disse que trata com naturalidade o interesse de alguns de seus aliados, como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no cargo de presidente.
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acreditam que é remota a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguir ser candidato à Presidência da República. De acordo com a Folha de S. Paulo, o cenário é negativo para o petista e dificilmente o TSE permitirá o registro do petista ou dará diploma caso ele seja eleito. Os magistrados ouvidos pela Folha apontam que Lula teria que conseguir uma ‘superliminar’, já que foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Por conta da Lei da Ficha Limpa, o réu condenado por um órgão do colegiado não pode concorrer – mas pode entrar com recurso para suspender a inelegibilidade. Mas, como a Constituição determina que a perda ou a cassação dos direitos políticos em caso de condenação criminal só pode se dar só após todos os recursos, quando a pessoa for condenada definitivamente. Desta forma, Lula poderia conseguir uma liminar para concorrer até quando a sua candidatura transite em julgado, ou seja, condenada. Os magistrados do TSE, entretanto, falaram que dificilmente alguém concederá ao petista esse tipo de recurso.
O Partido dos Trabalhadores deve ser isolado nas eleições deste ano, após condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Isso porque mais candidaturas de esquerda podem se fortalecer, como as de Ciro Gomes (PDT) e Manuela D’Ávila (PCdoB). A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a partir de avaliação de aliados petistas. Nesta quarta-feira (24) os desembargadores do TRF-4 confirmaram a decisão de primeira instância, proferida pelo juiz Sergio Moro para condenar o ex-presidente, e aumentaram a pena para 12 anos e um mês de prisão. Após o resultado, Lula teria dito que teve que consolar seus defensores, por quase meia-hora no telefone, porque eles achavam que podiam ganhar. Por outro lado, advogados ligados ao partido avaliam que o tribunal vai concluir em pouco tempo o julgamento do recurso a que Lula tem direito.
Caso não se elejam em 2018, 23 senadores que são alvos da Operação Lava Jato e seus desdobramentos podem ficar sem foro privilegiado no próximo ano. Entre eles, está a senadora baiana Lídice da Mata (PSB), que não tem vaga garantida na chapa majoritária do governador Rui Costa (PT-BA). De acordo com um dos delatores da Lava Jato, Lídice teria recebido R$ 200 mil através de caixa dois para sua campanha em 2010. A senadora nega a acusação. Segundo informações do G1, que fez o levantamento, outros parlamentares na mesma situação são a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), Renan Calheiros (PMDB-AL), Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Sem a prerrogativa de serem julgados apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que é válida também para presidente da República, ministros e deputados federais, os processos dos senadores devem tramitar em instâncias inferiores. Alguns deles podem ser julgados pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba.
A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) assumirá nesta segunda-feira (22) a chefia do Ministério do Trabalho. A informação foi passada ao Estadão pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. A posse foi autorizada em liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Cristiane foi anunciada como ministra do Trabalho em 3 de janeiro, após reunião entre o presidente Michel Temer e seu pai, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Em 8 de janeiro, no entanto, a posse foi suspensa por decisão liminar emitida pelo juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, em respota a um pedido de ação popular. A Advocacia-Geral da União e a defesa da parlamentar recorreram da decisão no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, mas todos os recursos foram rejeitados. Na última quinta-feira (18), o governo decidiu reocrrer ao STJ.
O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) anunciou nesta sexta-feira (19) que pretende se candidatar novamente à Presidência da República nas eleições gerais deste ano. “Digo a vocês que esse é um dos momentos mais importantes da minha vida pessoal. Hoje, a minha decisão está tomada: sou, sim, pré-candidato à Presidência da República”, afirmou o senador alagoano, que participou de um evento na cidade de Arapiraca com a prefeita Célia Rocha (PTB). Apelidado de ‘caçador de marajás’, Collor venceu em 1989 a primeira eleição direta após a redemocratização do País, derrotando vários candidatos, entre eles Leonel Brizola (PDT), Ulysses Guimarães (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem disputou o segundo turno. Ele comandou o País entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment, por suspeita de corrupção.

Segundo moradores da região, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa do deputado. Foto: Divulgação
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usa uma verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele que mora a cerca de 50 quilômetros da cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. De acordo com informações divulgadas pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (11), a servidora trabalha em uma loja que vende açaí e também presta serviços na casa do parlamentar. Walderice Santos da Conceição, 49 anos, é uma das 14 funcionárias do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, e recebe salário bruto de R$ 1.351,46. No período de cerca de 15 anos como funcionária do deputada, ela já trocou de cargo dentro do gabinete aproximadamente 30 vezes. Walderice chegou a ocupar o posto mais alto possível dentro da estrutura parlamentar. Ainda de acordo com o levantamento da Folha, a função pode render um salário de até R$ 14,3 mil. O deputado nega que o dinheiro tenha sido usado para pagar serviços de casa e que Walderice seja funcionária fantasma. Questionado sobre o trabalho que ela deve cumprir, Bolsonaro afirmou que a funcionária reporta a ele ou ao seu chefe de gabinete qualquer problema da região. “Não tem uma vida constante nisso. É o tempo todo na rua? Não. Ela lê jornais, acompanha o que acontece”, comentou. Questionado sobre exemplos de serviços realizados por Walderice, ele disse que precisava falar com o chefe de gabinete. “Como é que eu vou saber? Se eu mantiver um contato diário com meus 15 funcionários, eu não trabalho”, disse.