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A ex-senadora Marina Silva se reuniu com a cúpula do PSB na última semana e discutiu a criação de uma terceira via para 2018. Segundo informações da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, um dos dirigentes socialistas, Pedro Ivo apontou que a Rede e o PSB trataram sobre a “importância de constituir um bloco fora da polarização” com “alianças programáticas”. Apesar de Marina não assumir que é pré-candidata à Presidência da República, ela sinalizou que tentará refazer a aliança elaborada na corrida presidencial de 2014. Mesmo sabendo que não tem exclusividade nas conversas, ela saiu animada e relatou a aliados que foi “a melhor conversa que teve com o PSB desde as eleições de 2014”. Participaram da reunião membros do PSB que fazem oposição a Temer, como o presidente da sigla, Carlos Siqueira, o governador Paulo Câmara (PE) e o ex-governador Renato Casagrande (ES). O partido ainda não fechou a parceria e tem conversado com outras siglas, como o PT.
O vereador Ilídio de Castro, da cidade de Livramento de Nossa Senhora morreu durante a madrugada deste domingo (29), aos 55 anos, após sofrer um infarto do miocárdio. De acordo com informações, Castro sofria de doença renal crônica (DRC) e realizava tratamentos de hemodiálise. Ilídio estava em seu sétimo mandato como vereador. A prefeitura municipal de Livramento publicou decreto de Luto Oficial de três dias no município. O corpo do parlamentar será velado em sua residência, em Livramento de Nossa Senhora.
Caso as especulações em torno da candidatura do apresentador Luciano Huck à presidência da República se concretizem, ele pode ter uma quantidade significativa de votos nas eleições do próximo ano. Uma pesquisa Ibope divulgada neste domingo (29) pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, indica que Huck teria até 8% das intenções de voto em um cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocupando a terceira colocação entre os possíveis concorrentes ao Palácio do Planalto. Ele fica atrás apenas de Jair Bolsonaro e Marina Silva, ambos com 15%. Em um cenário com a presença de Lula, o apresentador da TV Globo fica com 5% das intenções de voto, empatado com Geraldo Alckmin e atrás de Bolsonaro, Marina e Lula.
Dos 14 deputados federais baianos que salvaram o presidente Michel Temer de enfrentar um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) no exercício do mandato ao votar pelo arquivamento da segunda denúncia contra ele, nove são alvos de investigação na Corte. O número é mais da metade da quantidade de parlamentares que votou contra a continuidade da ação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre eles, o campeão de inquéritos na Corte é João Carlos Bacelar (PR), que é alvo de seis investigações. Mário Negromonte Júnior vem em segundo lugar, com três inquéritos. Dividem o pódio no terceiro lugar Roberto Britto (PP) e Lúcio Vieira Lima, ambos alvos de outros dois procedimentos investigatórios. Arthur Oliveira Maia (PPS), Benito Gama (Pode), Cacá Leão (PP), Ronaldo Carletto (PP) e José Carlos Aleluia (DEM) são investigados em um inquérito, cada. Na votação da última quarta (25), no entanto, os 14 parlamentares da Bahia não foram maioria. No âmbito estadual, 21 deputados do estado foram a favor do prosseguimento da denúncia contra Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, ambos do PMDB.
O presidente Michel Temer venceu por 251 votos a 227 a votação na Câmara dos Deputados que determinou o arquivamento da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. No placar final, foram registradas também 2 abstenções e 25 ausências. Em relação à votação da primeira denúncia, Temer sofreu um pequeno revés, já que foram 12 votos a menos a favor dele. Do lado da oposição, o número foi o mesmo da primeira apreciação. O placar que livrou o peemedebista da possibilidade se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e ser afastado do cargo foi mais diminuto do que esperava o Palácio do Planalto. As contas de aliados do presidente apontavam que a denúncia seria enterrada com, no mínimo, 270 votos. Os peemedebistas são acusados de organização criminosa e obstrução de Justiça e, juntos, teriam recebido mais de R$ 587 milhões em propinas de um esquema que gerou um prejuízo de R$ 29 bilhões à Petrobras, de acordo com a PGR.
Embora não admita interesse em disputar a Presidência da República, Luciano Huck tem participado de uma série de reuniões com empresários e economistas do país para discutir o assunto. O fato de que pesquisas apresentadas apontam forte potencial no Nordeste tem empolgado o apresentador e seus apoiadores. Nesses encontros, ele tende mais a ouvir do que a falar, destacando que quer conhecer projetos para o país, segundo o blog Painel, da Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o apresentador do “Caldeirão do Huck” acredita que chegou o momento de “retribuir” tudo o que o Brasil lhe deu. Além disso, ele costuma pedir análises e pesquisas sobre os principais pré-candidatos, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, João Doria, ambos do PSDB.
A fim de arrecadar recursos para a realização de novas edições da “Caravana Lula pelo Brasil” o Partido dos Trabalhadores (PT) vai lançar uma campanha, nesta sexta-feira (20), durante uma reunião executiva do partido. Uma das estratégias a serem utilizadas será mobilização nas redes sociais, com início marcado para a próxima semana. De acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o partido decidiu rever a maneira de buscar recursos.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (16) um parecer jurídico assinado pelo advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, professor de processo civil, afirmando que ele poderá disputar as eleições presidenciais em 2018, mesmo que seja condenado em segunda instância. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o parecer foi entregue ao ex-presidente pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O parecer aponta que a candidatura poderá ser apresentada mesmo que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) não concedam liminar para suspender a inegibilidade, que viria como consequência da condenação. Pereira aponta que o PT poderá registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral em agosto – somente a partir daí ela poderia ser alvo de impugnação. “Ocorre que entre a impugnação e o afastamento de Lula da campanha há uma enorme distância”, explica o professor, que é doutor em Direito Processual Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Neste caso, se os prazos para julgamento sejam cumpridos no TSE, ele só seria afastado em 12 de setembro, quando já estaria em plena campanha. Casagrande Pereira foi responsável por dois pareceres para o presidente Michel Temer quando ele foi julgado pelo TSE e analisou o caso de Lula a pedido do PT.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (18), por 39 votos a 26, além de uma abstenção, o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que pede o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Eles são acusados de integrarem uma organização criminosa que teria recebido ao menos R$ 587 milhões de propina. Mesmo com o resultado na CCJ, o relatório ainda será votado no plenário da Câmara. Se a maioria dos deputados seguir o voto de Bonifácio, a denúncia contra Temer e os ministros será arquivada. Caso contrário, as acusações terão continuidade e vão ser julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O plenário do Senado reprovou nesta terça-feira (17) as punições do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Aécio Neves, com 44 votos favoráveis ao tucano. No final de setembro, a 1ª Turma do STF decidiu afastar o parlamentar das suas funções Legislativas atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nas delações premiadas de executivos da J&F. Apesar de ter negado a prisão de Aécio na oportunidade, o colegiado também determinou que o senador não poderia deixar o país e deveria cumprir recolhimento domiciliar noturno. Com a decisão do Senado, Aécio teve as punições retiradas e pode voltar a trabalhar na Casa. A votação desta terça foi viabilizada depois que o STF definiu que o Congresso Nacional é quem deve dar a palavra final sobre medidas cautelares contra parlamentares.