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No texto, Geddel fala que retorna para a Bahia torcendo pelo governo e tece elogios ao presidente da república. Foto: Nildo Freitas/Brumado Verdade
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), deixou o cargo após envolvimento em uma polêmica para liberar um empreendimento em Salvador. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Geddel comunicou a decisão aos seus aliados e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). O presidente Michel Temer (PMDB) já foi comunicado e aceitou o pedido. A informação foi confirmada pela assessoria da do Palácio do Planalto. Na carta de demissão, Geddel fala que retorna para a Bahia torcendo pelo governo e tece elogios ao presidente da república. O político ainda justifica que sua saída do cargo é por conta do volume de críticas envolvendo seu nome. “Em Salvador, vejo o sofrimento dos meu familiares. Quem me conhece sabe ser esse o limite da dor que suporto. É hora de sair”, escreveu.
O ex-ministro Marcelo Calero prestou depoimento à Polícia Federal acusando o presidente Michel Temer de também o pressionar para liberar a construção do La Vue, no bairro da Barra. De acordo com a Folha de S. Paulo, ele disse em audiência que Temer o “enquadrou” para encontrar uma “saída” para a obra de interesse do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. O depoimento à PF já foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Calero relatou que foi chamado por Temer para uma reunião no Palácio do Planalto na última quinta-feira (17). “O presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’ em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”, descreve o documento. No mesmo encontro, Temer teria dito que “que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão”. Calero disse na audiência que se sentiu “decepcionado” pelo fato do presidente tê-lo “enquadrado”.
A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu, por unanimidade, abrir um processo de investigação do ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima no caso que acarretou a demissão do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. Geddel foi acusado por Calero de tentar intervir na decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de proibir a construção deum prédio de 30 andares em área tombada de Salvador. De acordo com o G1, a sindicância aberta pela Comissão de Ética vai analisar a suposta pressão feita pelo ministro, que comprou um apartamento no empreendimento. Mesmo com a polêmica, o presidente Michel Temer decidiu manter Geddel no cargo. Dos 7 integrantes da comissão, 5 já haviam votado a favor da abertura da investigação, mas um deles pediu vista, o que adiaria a decisão para o dia 14 de dezembro. Porém, o próprio Geddel teria pedido aos conselheiros que analisassem o caso de forma acelerada. “Liguei para o presidente da Comissão e pedi para que fosse revista a iniciativa de adiar a decisão sobre o processo. Vamos fazer isso logo”, contou.
O presidente Michel Temer decidiu manter Geddel Vieira Lima no cargo de ministro da Secretaria de Governo. As especulações de que ele deixaria o governo surgiram após o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, afirmar que o baiano tentou interferir em um parecer do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para beneficiar a construção de um prédio de 30 andares em Salvador, em região tombada. De acordo com a jornalista Cristiana Lôbo, da Globo News, a avaliação de Temer é de que a decisão do Iphan prevaleceu mesmo que Geddel tenha tratado o caso do prédio como um assunto pessoal. O presidente acredita que caberá à Comissão de Ética Pública da Presidência avaliar se o peemedebista agiu sem adotar critério de impessoalidade. Por causa da polêmica, Calero pediu demissão.
Os vereadores da cidade de Água Branca, no Sertão paraibano, aprovaram um projeto que reduz o salário dos parlamentares para um salário mínimo a partir de janeiro de 2017. Atualmente, a Câmara Municipal conta com nove vereadores e cada um recebe R$ 2.700. A cidade fica a cerca de 400 km de João Pessoa e tem pouco mais de 10 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE. A iniciativa foi do presidente da casa, Miraci de Sousa, em parceira com outro parlamentar. “Em um momento de crise como esse, devemos tentar ajudar o município. Esse dinheiro economizado vai para os cofres da prefeitura, que deve decidir investir em outros setores da administração”, disse. O projeto foi aprovado na sexta-feira (17) por unanimidade. De acordo com Miraci, a articulação para conseguir junto aos colegas a aprovação começou há algum tempo. “Todos compraram a ideia depois da gente conversar e mostrar a importância da ecnomia”, comentou o presidente. A partir de 2017, os salários dos parlamentares vão ser reajustados de acordo com o aumento nacional do salário mínimo, que acontece em janeiro. Esse projeto vale por toda próxima legislatura, que vai até 2020.
Polícias impediram a fuga de 34 presos da carceragem da delegacia de Brumado durante a noite deste domingo (14). Os detentos danificaram as celas e foram flagrados por policiais civis. De acordo com Fábio Lago, delegado plantonista que trabalhava durante a tentativa de fuga, um investigador ouviu um barulho suspeito por volta de 20h e subiu até uma guarita onde poderia ter uma vista panorâmica da carceragem, de onde ele notou a movimentação dos presos. “Ele viu presos correndo, coisa que não deveria acontecer. Esse espaço, se não está aberto para banho de sol, está fechado com cadeado”, disse o delegado. Os policiais civis conseguiram reforço de duas viaturas da Polícia Militar impediram a ação dos detentos. “Diante dessa superioridade, nós adentramos, sem o uso da força, sem disparar um único tiro, sem usar spray de pimenta. Conseguimos conter a rebelião sem violência, sem truculência”, destacou Fábio. Segundo ele, no diálogo com os presos, os policiais falaram que “a fuga é direito do preso, mas é dever do policial impedir”. Três das quatro celas da delegacia tiveram o cadeado quebrado e grades foram serradas pelos presos. Um macaco hidráulico também foi encontrado e seria usado para abrir as vigas do teto da carceragem. A delegacia de Brumado registrou uma fuga este ano, quando a carceragem abrigava 42 pessoas. Onze escaparam e apenas um retornou até o momento.
A capital baiana receberá R$ 1.984.055,77 oriundos do programa de repatriação de recursos, por meio do Fundo de Participação dos Municípios. O montante é parte dos R$ 46,8 bilhões recolhidos, dos quais R$ 23,4 bilhões foram distribuídos aos cofres municipais – esta parte é decorrente da cobrança de multa de 15% paga pelos contribuintes que aderiram ao programa. Além de Salvador, as dez cidades que receberão mais recursos são: Camaçari, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista e Teixeira de Freitas, todas com aporte de R$ 229.085,18. O menor valor em recursos destinados aos municípios baianos é R$ 21.107,31, que serão recebidos por Potiraguá, Rodelas, Santa Cruz da Vitória, Santanópolis, Tanquinho, Teodoro Sampaio, Várzea do Poço, Wagner, Maetinga e Jaborandi. Os recursos devem ser distribuídos em dezembro deste ano, de acordo com o Tesouro Nacional.
Após reunião realizada na noite da última terça-feira (08) com o prefeito eleito, Eduardo Lima Vasconcelos (PSB), e os vereadores eleito do grupo, Leonardo Quinteiro Vasconcelos (PDT), foi o escolhido pelo grupo para encabeçar a chapa que irá disputar a presidência da Câmara de Brumado pelos próximos dois anos. Vasconcelos contou com o apoio de todos os sete vereadores eleitos da base situacionista da próxima legislatura. A composição da chapa terá Léo Vasconcelos presidente; Dudu Vasconcelos (PSDB) vice; Ilka Abreu (PR) 1ª secretária; e o vereador reeleito pela oposição José Santos (PTC), o ‘Santinho’, como 2º secretário. Esta foi à única surpresa da reunião, já que o nome de Vasconcelos era o mais cotado entre os postulantes para ocupar a presidência do legislativo. Com a vinda de Santinho para o grupo, o prefeito eleito Eduardo Vasconcelos conta com uma bancada de oito vereadores, para governar com tranquilidade.
Um executivo da Odebrecht revelou em sua delação premiada que a empreiteira pagou propina para Jaques Wagner. De acordo com informações do site O Antagonista, ele recebeu os valores indevidos enquanto era governador da Bahia em troca da carga tributária sobre a nafta no estado. A negociação para o pagamento da propina começou em 2008 e o governo baixou o ICMS sobre o produto de 11,75% para 5,5%. A redução beneficiou a Braskem, uma sociedade da Odebrecht com a Petrobras. Ainda de acordo com O Antagonista, Wagner recebeu os pagamentos por meio do Setor de Operações Estruturadas e recebia o apelido de “Opaió” nas planilhas de controle do departamento da empreiteira.
Eleito o 45º presidente dos Estados Unidos, Donald Trump teve sua vitória projetada por volta das 5h32 (horário de Brasília), após crescer e conseguir vencer em estados que fazem a diferença nas eleições americanas: ele ultrapassou 276 delegados no estado de Wisconsin, ultrapassando os 270 necessários para vencer no Colégio Eleitoral. Trump também teve vitórias nos estados de Ohio, Carolina do Norte, Iowa e Flórida – neste, Hillary liderava com pequena margem e o Barack Obama ganhou nas duas últimas eleições. Ele ainda obteve uma vitória histórica no estado da Pennsylvania, onde o partido Republicano não ganhava desde 1988, com George H. W. Bush. As projeções também indicam que o empresário e apresentador de TV encontrará um cenário favorável ao assumir o cargo: os republicanos também dominam o Congresso, com 52 senadores (contra 47 democratas) e 236 deputados (contra 191 democratas). Em seu discurso, Trump destacou que buscar a unidade do país, prometendo “representar cada cidadão de nossa terra” e “governar para todos americanos”. Até as 8h (horário de Brasília), Trump já tinha 289 delegados e Hillary Clinton, 218. A vitória do republicano surpreendeu, já que a ex-secretária de Estado tinha vantagem nas pesquisas eleitorais. De acordo com a CNN, Hillary ligou para Trump logo após a projeção que deu a vitória a Trump me reconheceu a derrota. Ela não fez um pronunciamento oficial e seu coordenador de campanha, John Podesta, dispensou os apoiadores da democrata que a aguardavam no Javits Center, em Nova York.