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A Câmara dos Deputados pode analisar nesta quarta-feira (20) a possibilidade de acelerar a tramitação do projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A urgência da medida está prevista na pauta de votações do plenário e é tratada como pauta prioritária pelo governo Federal, já que foi uma das promessas de campanha do presidente Lula em 2022.
Segundo matéria do InfoMoney, deputados da base petista defendem a celeridade na tramitação, sob o argumento de que a aprovação pode representar um estímulo imediato à economia, já que o aumento da renda disponível tende a impulsionar o consumo interno. A expectativa é de que a urgência seja votada no plenário ainda nesta quarta, o que abriria caminho para a análise detalhada do texto na sequência. O mérito, contudo, deve ficar para semana que vem.
Outros temas, no entanto, ainda disputam a atenção dos parlamentares, como o projeto de lei que proíbe desconto automático de beneficiário, a pauta sobre a “adultização” de menores de idade e a votação do fim do foro privilegiado e da ampliação de prerrogativas parlamentares, amplamente defendida pela oposição.
Além disso, a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que vai apurar o esquema de fraudes que afetou aposentados e pensionistas da instituição também deve ser destaque nesta quarta.
Um levantamento da Paraná Pesquisas, realizado entre 25 e 29 de julho de 2025, mostra que a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) vive seu momento mais crítico em quase duas décadas. Segundo a pesquisa, se a eleição para governador fosse hoje, ACM Neto (União Brasil) venceria no primeiro turno com 53,5% dos votos, enquanto Jerônimo teria apenas 28,1%.
A desaprovação da administração petista atinge 51,6%, a pior taxa registrada para um governador do PT na história recente do estado. Apenas 44,9% aprovam a gestão, refletindo o desgaste político e a insatisfação popular, que também geram tensão nos bastidores do partido em Brasília.
Mesmo cenários alternativos, como uma possível candidatura de Rui Costa, indicam dificuldade para o PT se manter competitivo: em simulação, Rui teria 28% das intenções de voto, enquanto ACM Neto continuaria à frente com 53,3%.
A pesquisa ouviu 1.620 eleitores em 66 municípios, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e grau de confiança de 95%, mostrando que o PT precisa enfrentar desafios estruturais para tentar reverter o quadro antes de 2026.

Durante evento do Partido Liberal em Natal, neste sábado (16), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ‘cachaceiro’, e afirmou que seu marido, Jair Bolsonaro (PL), vai voltar à Presidência do Brasil. Durante o discurso, Michelle ainda criticou mudanças do governo Lula no Benefício de Prestação Continuada (BPC). O benefício é pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda.
“Um homem que corta o BPC, um homem que tira comida do prato, um homem que por maldade para o fornecimento de água para depois dizer: Deus é tão bom que deixou o povo do Nordeste sem água para me trazer como salvador para trazer água para o povo”, declarou Michelle. “Mentiroso, cachaceiro, pinguço, irresponsável. É isso que ele [Lula] é”, disparou a ex-primeira-dama.
Por fim, Michelle comentou sobre a atual situação de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e será julgado no próximo mês por tentativa de golpe de Estado em 2022. “Meu marido gostaria de estar aqui, mas não pode, por estar em prisão domiciliar, o que nos entristece muito. Para a presidência tem nome e sobrenome: é Jair Messias Bolsonaro. Ele vai voltar, ele vai voltar. A justiça vai ser feita”, finalizou ela.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, (Republicanos-PB), encaminhou, nesta sexta-feira (15), quatro pedidos de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o Conselho de Ética. As representações estavam paradas na Mesa Diretora desde que foram protocoladas e a movimentação ocorre após PT e PSOL apresentarem recursos contra o parlamentar, que está nos Estados Unidos desde março deste ano.
Entre as alegações escritas, é argumentado que o parlamentar teve ações consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar. Ainda segundo o pedido, Eduardo alegou, de forma pública, que tenta articular sanções contra autoridades brasileiras enquanto atua no exterior. Foi defendido que o brasileiro nos EUA atuou de forma contrária ao interesse brasileiro, citando o apoio ao tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e a proposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O trâmite dos documentos para o Conselho de Ética da Casa faz parte do rito interno da Câmara. Agora, o presidente da comissão, atualmente ocupada por Fábio Schiochet (união-PR) vai ter a responsabilidade de instaurar uma análise sobre os processos e caso existam possíveis indícios de quebra de decoro, deve ser proposto medidas que vão desde advertências até a cassação do mandato do deputado julgado.
Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a defender, nesta quarta-feira (14), que autoridades americanas ampliem sanções contra lideranças políticas brasileiras, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo ele, ambos “já estão no radar” dos Estados Unidos.
Em entrevista à BBC News Brasil, o parlamentar afirmou que Motta poderia evitar punições caso paute o processo de anistia, enquanto, no caso de Alcolumbre, citou a tramitação de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já conta, segundo ele, com 41 assinaturas no Senado.
“Se no futuro nada for feito, talvez aí a gente tenha também o Alcolumbre e o Hugo Motta figurando nessa posição (de sofrer sanções). O que eu sei é o seguinte: eles já estão no radar, e as autoridades americanas têm uma clara visão do que está acontecendo no Brasil e sabem que, por exemplo, o processo de anistia depende de ser iniciado pela mesa do presidente Hugo Motta”, disse Eduardo.
Eduardo também reiterou que defende sanções contra familiares de Moraes, citando a esposa do ministro como seu “braço financeiro” e sugerindo que ela seja alvo da Lei Magnitsky, legislação americana que permite punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (12), uma linha especial de crédito para empresas e microempreendedores impactados pela sobretaxa imposta pelo governo dos Estados Unidos. Em entrevista à Band News, Lula afirmou que a medida, no valor inicial de R$ 30 bilhões, será oficializada na quarta-feira (13) por meio de Medida Provisória (MP).
“Estamos tomando medidas muito importantes. Amanhã eu estarei assinando uma MP que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas brasileiras que, porventura, tiverem prejuízos com a taxação do Trump”, declarou o presidente.
A iniciativa já havia sido antecipada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas sem valores definidos. Lula destacou que o montante inicial poderá ser ampliado de acordo com a dimensão dos prejuízos.
“R$ 30 bilhões é um começo. Você não pode colocar mais se você não sabe quanto é [o prejuízo]. Vai ter uma política de crédito que a gente está pensando em ajudar, sobretudo as pequenas empresas de quem exporta tilápia, exporta fruta, exporta mel e outras coisas. As grandes têm mais poder de resistência”, explicou o presidente.
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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta sexta-feira (8) que o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para contribuintes com renda de até R$ 5 mil deve ser discutido e votado no plenário da Câmara dos Deputados já na próxima semana. A proposta, segundo ela, é fundamental para manter a “normalidade” no Congresso.
O texto, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), foi aprovado em julho na comissão especial e aguarda análise dos parlamentares no plenário. Entre as alterações feitas pelo relator, está o aumento do teto da chamada “isenção parcial” de R$ 7.000 para R$ 7.350.
No Senado, a mesa presidida por Davi Alcolumbre aprovou recentemente a expansão da faixa de isenção para R$ 3.036 — equivalente a dois salários mínimos. A medida provisória que trata do tema precisa ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até 11 de agosto para não perder validade.
Neison Cerqueira
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que não dará andamento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ‘de jeito nenhum’.
A declaração foi dada durante uma reunião com os líderes partidários da base do governo Lula e da oposição. “Nem se tiver 81 assinaturas, ainda assim não pauto impeachment de ministro do STF para votar”, afirmou o parlamentar, de acordo com a colunista Roseann Kennedy, do Estadão.
Participaram da reunião os líderes governistas, além dos senadores Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Rogério (PL-RO).
Segundo a publicação, o senador deu a declaração em tom elevado, demonstrando tamanha irritação. O parlamentar até se incluiu na conta para expor que, nem se o Senado inteiro pedisse a abertura do processo, ele daria andamento. A Casa tem 81 senadores.
A fala de Alcolumbre é considerada um banho de água fria para os bolsonaristas. Nesta quinta-feira (7), a oposição afirmou que conseguiu 41 assinaturas, número necessário para aprovar a admissibilidade do processo, caso o presidente do Senado desse andamento ao pedido.
O senador Carlos Portinho, do PL-RJ, falou sobre o assunto. “Um processo de impeachment não é fruto de vontade do presidente da Casa. É um movimento de maturação e tempo. O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também não ia votar o impeachment de Dilma Rousseff. Mas uma hora o vento muda”, rebateu o senador.
“Uma coisa de cada vez. Agora tem 41 assinaturas. Depois conseguiremos apoio para ter 54 votos. Vamos comemorar a vitória de hoje”, complementou o parlamentar.
Gabriela Araújo
O grupo de oposição no Congresso Nacional permanece obstruindo o espaço até que os pedidos colocados na mesa dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente, pautem o chamado “pacote da paz”.
Ainda estava amanhecendo quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, iniciou uma live em seu perfil oficial do Instagram para continuar pressionando o Legislativo. O congressista está acampado no plenário do Senado ao lado de outros seis colegas.
Ao som da música “YMCA”, da banda Village People, os parlamentares encenaram uma dancinha, e logo em seguida, comentaram sobre o que está acontecendo na Casa Legislativa. Na pauta, os políticos pressionam para que sejam atendidos os três pedidos: “votação do impeachment de Alexandre de Moraes, anistia geral aos manifestantes do 8 de Janeiro e o fim do foro privilegiado”.
“A gente está aqui para poder fazer com o Davi Alculombre, atual presidente do Senado, não siga pela mesma linha [de Rodrigo Pacheco, em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)]. Afinal, a lei tem que valer para todo mundo. Não é assim? Porque não tem que valer para o Alexandre de Moraes?”, questionou o senador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar sobe as eleições de 2026. Neste domingo (3), durante evento do PT, em Brasília, o petista afirmou que, se for candidato na eleição de 2026 não vai ser para “disputar” e sim para “ganhar”.
“Eu para ser candidato, a Janja sabe disso, eu preciso estar 100% de saúde. Eu decidir ser candidato para depois acontecer comigo o que aconteceu com o Biden, jamais eu irei enganar o partido e irei enganar o povo brasileiro. Agora o que eu quero dizer para vocês é o seguinte: quando eu falo que tenho 80 anos com energia de 30, vocês podem acreditar. Eu estou preparado no momento exato, e quero que os adversários saibam: se eu for candidato, eu não vou disputar, eu vou ser candidato para ganhar as eleições neste país”, declarou Lula.
Segundo o presidente, o Partido dos Trabalhadores precisará de uma “direção mais exigente” pois “o mundo está mais complicado”. Lula argumentou que em outras eleições que já participou, “enfrentar a extrema direita era muito mais fácil” pois a oposição era “civilizada”.
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