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Pazuello diz que continua na Saúde e só entregará cargo se Bolsonaro pedir

14 março 2021 | 19:46

Declaração acontece em meio a discussões do governo para substitui-lo. Foto: Alan Santos/PR

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na tarde deste domingo (14) que continua no cargo e não sairá até que o presidente Jair Bolsonaro peça.

“Eu não estou doente, continuo como ministro da Saúde até que o presidente da República peça o cargo. A minha missão é salvar vidas”, disse ele por meio da assessoria do Ministério, informou a CNN Brasil.

A declaração acontece em meio a discussões do governo para substitui-lo. A troca teria sido tema de uma reunião de Bolsonaro com ministros da ala militar na noite deste sábado (13), da qual participaram Braga Neto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Fernando Azevedo (Defesa) e o próprio Pazuello.

Segundo avaliação de bastidores, a mudança da estratégia do governo em relação à pandemia, de focar na vacinação, deveria ser coroada com uma troca no comando da pasta. Segundo interlocutores do presidente, isso deve ocorrer nos próximos dias.

Nesta tarde, o presidente se encontrou com Ludhmila Hajjar, cardiologista e intensivista cotada para assumir a posição.

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Bolsonaro se reúne com ministros em meio à pressão para demissão de Pazuello

14 março 2021 | 8:15


De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação, a reunião foi um compromisso de teor privado do presidente. Foto: Divulgação

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), se reuniu na noite de sábado (13), em Brasília com os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Fernando Azevedo (Defesa).

O encontro, que não constava na agenda do militar nem de nenhuma das autoridades presentes, aconteceu no Hotel de Trânsito do Exército, onde Pazuello mora.

De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação, a reunião foi um compromisso de teor privado do presidente. O assunto tratado no encontro não foi divulgado.

A reunião entre os ministros ocorre em meio ao aumento da pressão para a demissão de Pazuello. Apesar das críticas pelo processo de aquisição das vacinas para o Brasil e pela falha na imunização da população, interlocutores do presidente descartam uma mudança imediata, mas confirmam o interesse na troca.

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Bolsonaro nega ter chamado coronavírus de ‘gripezinha’ e se refere a Lula como ‘carniça’

13 março 2021 | 0:05

Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou que tenha chamado o novo coronavírus de ‘gripezinha’ em algum momento durante a pandemia. Em live na quinta-feira (11), o militar reformado disse que nunca minimizou a gravidade da doença.

“Eu quero aqui, rapidamente, dar uma entrada, em especial àqueles que nos criticam sem qualquer base. ‘Ah, o governo abandonou no tratamento ao covid, ah, ele é antivacina, ele falou que era uma gripezinha’. Estou esperando alguém mostrar um áudio ou um vídeo dizendo que era uma gripezinha. Estou esperando”, afirmou.

Em 20 de março de 2020, contudo, o presidente disse que “depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”. A declaração foi amplamente divulgada pela imprensa nacional e internacional. Na época da fala, o Brasil já ultrapassava 160 mil óbitos em virtude da Covid-19. No mesmo mês, o militar reformado também se referiu à doença como gripezinha, desta vez durante pronunciamento em rádio e TV.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão”, disse. O momento pode ser conferido no vídeo oficial do pronunciamento, a partir de 3 minutos.

A declaração se referia a um vídeo divulgado pelo médico Dráuzio Varella, em que ele comentava sobre a doença em janeiro do ano passado. Pouco tempo depois, o profissional de saúde gravou um novo vídeo reconhecendo que havia subestimado o coronavírus.

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Mourão: ‘O povo é soberano. Se quiser a volta de Lula, paciência’

11 março 2021 | 8:28

Em entrevista à Folha, vice-presidente diz que faltou plano de conscientização sobre pandemia e que embate entre Bolsonaro e Doria atrapalhou. Foto: Alan Santos/PR

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que acha difícil o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer as eleições presidenciais de 2022, mas que não há risco de ruptura institucional caso o petista seja eleito.

“É aquela história: o povo é soberano. Se o povo quiser a volta do Lula, paciência. Acho difícil, viu, acho difícil”, disse Mourão em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (10). Lula recuperou os direitos políticos após decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulando as condenações sofridas pelo petista na Lava Jato em Curitiba.

Na entrevista, Mourão disse que faltou uma campanha dos governos federal e estaduais para conscientizar a população no combate à Covid-19. E que a disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), atrapalhou.

“Essa pandemia foi usada politicamente tanto pelo nosso lado quanto pelas oposições. Esse uso político da pandemia é péssimo”, disse. Mourão ainda defendeu a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, general da ativa do Exército, e disse que, de vez em quando, “puxa” sua orelha. “Digo: Faz mais e fala menos.”

Indagado sobre possíveis erros e omissões do governo para que o país chegasse ao quadro atual, superando a marca de 2.000 mortos por dia, o vice respondeu: “É uma situação complicada de você dizer: ‘Se tivesse feito assim, tinha dado certo. E se tivesse feito assado, tinha dado certo’. O que vejo nessa questão da pandemia é que faltou realmente uma campanha intensiva por parte não só do governo federal, mas também pelos demais entes federativos, de conscientização da população. A população tinha de se conscientizar das limitações que essa doença provoca”.

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Projeto de lei limita poder de ministros do STF em decisões monocráticas

10 março 2021 | 17:26

Segundo Marcos do Val, o projeto é uma reação à decisão do ministro do STF Edson Fachin, que declarou a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar ações contra Lula. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Agência Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou um projeto que limita o poder de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de tomarem decisões monocráticas. Pelo texto do PL 816/2021, as decisões monocráticas de ministros do STF e do STJ, quando decretarem a nulidade de atos praticados em processos penais, só terão eficácia após ratificação por órgão colegiado.

Marcos do Val admite que seu projeto é uma reação à decisão tomada na segunda-feira (8) pelo ministro do STF Edson Fachin, que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba no julgamento de ações penais contra o ex-presidente Lula nos casos do tríplex de Guarujá (SP), do sítio de Atibaia (SP) e referentes a investigações sobre o Instituto Lula. A 13ª Vara Federal de Curitiba era comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, que a deixou após as eleições de 2018 para assumir o cargo de ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

“A decisão de Fachin foi tomada anos após o início das ações penais, após intensos e desgastantes julgamentos públicos pelo 4º Tribunal Regional Federal e pelo próprio Supremo. A decisão tomou a comunidade jurídica de assalto e trouxe ainda mais insegurança jurídica ao país.

A extemporaneidade da decisão monocrática do relator dos processos da Lava Jato apenas demonstra algo que este Parlamento há anos observa: o quão é perigoso o poder de decisão monocrático de um ministro, máxime na seara penal”, defende o senador na justificativa.

Para Marcos do Val, o projeto, caso vire lei, impede que decisões monocráticas penais “polêmicas” de nulidade passem a produzir efeitos imediatos. “Mas não obstaculiza o desenvolvimento dos trabalhos pelo Tribunal, uma vez que o efeito suspensivo decairá de forma tácita se não houver referida manifestação de rejeição por dois ministros do tribunal”, detalha o senador.

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2022 será Lula e Wagner contra Bolsonaro e ACM Neto, diz presidente do PT baiano

10 março 2021 | 8:55

Éden Valadares afirma que candidatura de Lula a presidente “não é o foco no momento” Foto: Ivan Erick Baldivieso | AGECOM

O presidente do PT baiano, Éden Valadares, prefere não colocar uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto em 2022 como prioridade do partido neste momento. Para ele, candidatura ou não, é consequência. “Todas as pesquisas evidenciam isso. Mas nosso foco hoje é oficialização da sua inocência e a anulação dos julgamentos”, afirma.

O presidente do PT informa que a candidatura de Lula poderá impulsionar o nome de Jaques Wagner na disputa pelo governo  da Bahia, provavelmente contra o presidente nacional do DEM, ACM Neto, no pleito do ano que vem, o dirigente diz que prefere “dar tempo ao tempo”, apesar de haver um “clamor popular”.

“Está claro para a população baiana que a disputa se dará entre dois pólos distintos: de um lado, Lula, Wagner, Rui e nossos aliados; de outro, Bolsonaro, João Roma, ACM Neto e a turma que dá sustentação a esse desgoverno federal que aí está”, analisa.

Sobre de todas as condenações contra o ex-presidente Lula(PT), no âmbito da Operação Lava-Jato, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, Valadares defende que o petista “tenha um tratamento justo”.

“Para que o Brasil se reencontre com a justiça, com o estado de direito e com a democracia, é preciso um reencontro com a verdade. E a verdade é que os processos contra Lula são ilegais, seus julgamentos são nulos e ele merece um tratamento justo, como todo cidadão brasileiro”.

“Ninguém vai devolver a Lula os dias que ele esteve preso sendo inocente, mas podemos amenizar a injustiça de ter impedido Lula de ser candidato em 2018 com o restabelecimento plenos dos seus direitos políticos”, acrescenta Éden Valadares.

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Rui volta a defender união da esquerda contra Bolsonaro: ‘Brasil está à deriva’

9 março 2021 | 20:04

Para o petista, ‘governo [federal] está desmoralizado no exterior’.
Fotos: Fernando Vivas/GOVBA | Alan Santos/PR

por Paloma Teixeira

O governador Rui Costa (PT) voltou a defender a união dos partidos de esquerda para derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. Durante o ‘Papo Correria’ na noite desta terça-feira (09), o mandatário afirmou que “o máximo de união nós precisamos ter”.

Para o petista, “o Brasil esta à deriva” e o “governo [federal] está desmoralizado no exterior”. “Não adianta brincar com o governo, colocando pessoas que não sabem o que fazer. Infelizmente vai ser esse desastre aí até o final do governo”, afirmou.

Em fevereiro deste ano, o governador defendeu a união entre o PT e outros partidos para que fosse aberto um debate sobre a “reconstrução” do Brasil. Para ele, Fernando Haddad, indicado inicialmente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como possível candidato à presidente pelo PT, seria responsável por iniciar este debate.

“O que eu entendi, e que é colocado publicamente pelo Lula, é que precisa começar esse debate e ele colocou aquele que foi candidato em 2018 a iniciar esse debate e que tem todos os méritos para isso, que é Haddad. Então, na expressão dele, resolveu ‘colocar o bloco na rua’ para iniciar o debate”, pontuou na ocasião.

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Legislativo brumadense aprova em segunda votação o Projeto de Lei de autoria do Executivo

9 março 2021 | 15:50

Foto: WhatsApp

Como já era esperado o Projeto de Lei 15/2021 de autoria do Poder Executivo de Brumadoque que amplia limite para abertura de créditos suplementares foi aprovado em segunda votação na sessão desta segunda-feira (08). O Bloco da situação que votaram a favor foi liderado por: Tiago Amorim, Renato Santos, Lia Teixeira, Cesar Bar, Nem Wanderley, Palito e Verimar do PT.

A maioria dos vereadores aprovaram o projeto do prefeito em segunda votação. Foram 8 votos favoráveis e 7 contra, lembrando que o presidente da Casa, vereador José Carlos de Jonas (PSB) desempatou o placar com seu voto minerva. Votaram contra: Rey de Domingão, Amarildo, Beto Bonelly, João Vasconcelos, Boca, Harley e Rubens Araújo.

Ciro critica possível candidatura de Lula: ‘Não contem comigo pra esse circo’

8 março 2021 | 14:06

Para o pedetista, vitória do PT seria retrocesso. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) criticou uma possível candidatura de Lula para a presidência da República nas eleições de 2022. Para o pedetista, o debate em torno da elegibilidade do petista precisa ser superada.

“Nós vamos ficar discutindo: o Lula é elegível? O Lula é inelegível? Olha, esse filme eu já vi. Não contem comigo. Não contem comigo para esse circo mambembe porque a tragédia brasileira não permite mais contemporização”, disparou durante entrevista para a coluna de Kennedy Alencar, do portal Uol.

“Quem é o mais importante líder do campo progressista brasileiro? O Lula. Tenho humildade de reconhecer. O Lula nunca aceitou essa conversa. Quando nós entabularmos essa conversa, até o Fernando Henrique [Cardoso, ex-presidente] veio, e o Lula simplesmente censurou o manifesto, que o mundo inteiro assinou, inclusive eleitores tradicionais dele, o Lula esculhamba, dizendo que não era Maria vai com as outras. O Lula só pensa em si. Depois de se pensar no PT, o Brasil vem em décimo quinto lugar”, completou.

Ciro também acredita que seria uma retrocesso um retorno do PT ao poder. “Derrotar o Bolsonaro e construir uma saída para o Brasil, é razoável que a saída para o Brasil seja voltar o Lula e o petismo ao poder? É isso, a volta ao passado, de quem tendo tido a oportunidade de ouro de governar por 14 anos, com popularidade que alcançou 86%, não ter promovido uma única mudança institucional na vida brasileira?”, questionou.

Para o pedetista, os partidos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro deveriam estar se articulando e não brigando entre si. “Nós não tínhamos nada que ficar brigando entre nós. Nós tínhamos que estar todos sentados ao redor de uma mesa, discutindo basicamente o que aconteceu pro povo nos abandonar. Se a gente não entender isso, não é punir ninguém, é para gente ter humildade e pedir reconciliação com nosso sofrido povo, que afinal de contas é vítima de tudo isso”.

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Jaques Wagner diz que será candidato a governador em 2022

4 março 2021 | 10:29


Em entrevista à rádio Metrópole, petista admitiu que pretende disputar sucessão de Rui Costa Foto: Matheus Morais/Bahia.Ba

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou na manhã desta quinta-feira (4) que pretende disputar o governo do Estado em 2022. Apesar de suas pretensões eleitorais, o ex-governador afirma que, diante da crise sanitária que o país atravessa, ainda não é o momento para discutir a sucessão.

“Sou [candidato]. Mas estou insistindo em dizer para as pessoas que, para chegar em 2022, temos que estar trabalhando na angústia do povo, trabalhando por auxílio. Não dá para conversar sobre eleição agora. Conversar de eleição é extraterrestre”, disse Wagner em entrevista à rádio Metrópole.

Embora seja cotado internamente para ser o nome petista para o pleito do próximo ano, é a primeira vez que Wagner admite a intenção de concorrer novamente ao Palácio de Ondina.