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Presidente eleito chegou a sinalizar durante a campanha que poderia mudar de ideia. Foto: Divulgação
Depois de sinalizar durante a campanha que poderia mudar de ideia, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) manteve a fusão de ministérios proposta. O anúncio foi feito após reunião com integrantes de sua equipe. A pasta da Economia vai reunir os atuais ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Também haverá junção de Agricultura e Meio Ambiente. Ao final da reunião, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão (PRTB) informou que já estão definidos seis ministérios: Economia, Casa Civil, Defesa, Relações Exteriores, Saúde e Trabalho. Foram confirmados, até então, três ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e o general Augusto Heleno (Defesa). Além disso, Bolsonaro já disse que restava apenas um “pequeno detalhe” para acertar com o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia. Com informações do UOL.
O presidente da Câmara Municipal de Brumado, o vereador Leonardo Quinteiro Vasconcelos (PDT), requereu no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a suspensão da liminar proferida pela juíza Adriana Pastorele Silva Quirino Couto, em favor de Girson Ledo Silva (Sem Partido), na qual assegurou a posse do suplente ao cargo legislativo em decorrência da licença para tratamento de saúde pelo prazo de 120 dias concedida ao vereador Eduardo Cunha Vasconcelos (PSDB) “Dudu”. De acordo com a decisão do presidente do TJ-BA, desembargador Gesivaldo Nascimento Britto, foi concedida a suspensão dos efeitos da liminar concedida nos autos do Mandado de Segurança em favor de Girson Ledo, retornando assim ao mandato o vereador Eduardo Cunha Vasconcelos (PSDB). Na decisão o magistrado assegurou a garantia do mandato do edil com base no Regimento Interno do Poder Legislativo, bem como da Lei Orgânica Municipal. “Desse modo, a ordem emanada pelo julgador de convocação do suplente a qual revela indevida interferência do Judiciário em matéria administrativa e interna da Câmara Municipal de Brumado, violando os princípios da separação, harmonia e independência dos Poderes e, por conseguinte, a ordem Pública”, sentenciou.
O futuro ministro da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que o governo deve encaminhar uma nova proposta de reforma da previdência em 2019. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (29), ele criticou o projeto encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo de Michel Temer. “A tendência é nessa direção para fazer bem feito e não fazer um remendo”, respondeu o deputado federal ao ser questionado sobre o envio de um novo projeto de reforma. Onyx disse ainda que a proposta do governo Temer “não duraria cinco anos”. “Quanto à questão da Reforma da Previdência, eu defendo, mas, aí é uma questão de uma leitura que tenho e que ainda está em processamento, eu defendo que se faça de uma única vez, lá quando ele já for o presidente e algo proposto para que dure 30 anos”, criticou o futuro ministro.
O candidato derrotado na disputa pela Presidência no segundo turno, Fernando Haddad (PT), disse que não cumprimentou ainda no domingo (28) o vencedor na disputa, Jair Bolsonaro (PSL), por ainda estar “muito sentido”. Em entrevista à TV Globo, ele comentou que estava “sentido” com uma “fake news”. “Ontem teve um último ataque muito forte de fake news, via Whatsapp, e ontem foi o mais baixo dos ataques, inclusive esclarecido pela imprensa, acusando de eu abusar de uma menina de 11 anos. Uma coisa muito grotesca. Eu fui alvo desses ataques quase a campanha inteira. Não esperava que ontem haveria um último disparo de mensagens contra mim”, afirmou. Haddad parabenizou Bolsonaro pela vitória na eleição por meio do Twitter, na manhã desta segunda. Ele disse que já voltou a dar aulas e só deve falar sobre seus próximos passos na vida política a partir da próxima semana. “Um professor não foge à luta, depende do que a história me reservar”, comentou.
Dos 16 estados onde Jair Bolsonaro (PSL) garantiu a maioria dos votos nesta eleição, quatro costumavam dar vitórias ao PT desde a eleição de 2002. É o caso do Amapá, Amazonas, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo informações do G1, apenas os dois últimos, respectivamente o segundo e o terceiro maiores colégios eleitorais do país, somaram 4,7 milhões dos 10,8 milhões de votos adquiridos pelo presidente eleito. Bolsonaro também conquistou sete estados que, desde 2006, davam maioria ao PSDB no segundo turno das eleições. Neste quadro, se encaixam Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Em 2018, todos eles também renderam maioria de votos ao capitão no primeiro turno. Só em São Paulo, ele conquistou 53% dos votos contra 9,52% de Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o governo do estado para disputar a Presidência da República.
O governo de Jair Bolsonaro (PSL) pensa em convidar o juiz Sérgio Moro, atualmente na Justiça Federal em Curitiba, ou Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para ocupar o Ministério da Justiça a partir do próximo ano. Presidente interino do PSL, o advogado Gustavo Bebianno foi sondado para a pasta, mas buscou afastar a possibilidade de ser ele próprio o indicado. Segundo ele, o quadro de ministros de Bolsonaro será composto por nomes técnicos e, por essa razão, Calmon e Moro são sondados. “A previsão é que o ministério seja preenchido por uma pessoa de nome, como a [ex] ministra Eliana Calmon. O nome do juiz Sérgio Moro também se cogita [para o cargo]”, disse Bebianno ao jornal Folha de S.Paulo. Neste quadro, Calmon pode sair na frente para o ministério. O juiz Sérgio Moro é uma das indicações mais cotadas de Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “[Moro] é um grande nome, seja onde for, na Justiça ou no STF”, afirmou Bebianno.
Finalizada a apuração das urnas no segundo turno das eleições de 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) recebeu quase 58 milhões de votos, frente aos 47 milhões do adversário, Fernando Haddad (PT). Ele é o oitavo presidente do Brasil depois da redemocratização, no final da década de 1980. O percentual do presidente eleito equivale a 55,20% dos votos válidos, contra 44,80% do petista. O segundo turno foi marcado por uma abstenção de mais de 21% dos eleitores brasileiros, e votos brancos e nulos somaram quase 10% dos votantes – o que deixa o número de não voto ligeiramente superior ao registrado no primeiro turno. Na primeira etapa, foram 29,9 milhões de ausentes, 3,1 milhões de votos em branco e 7,2 milhões de nulos.
O presidente Michel Temer (MDB) parabenizou o seu sucessor no início da noite deste domingo (28). Em rápida conversa, pelo telefone, Temer ligou para Jair Bolsonaro (PSL) e ressaltou que pretende fazer uma transição tranquila e transparente nos próximos meses. “Acabei de parabenizar o presidente eleito pela vitória histórica conquistada hoje. Terminada a eleição, é hora de todos, unidos, continuarmos a trabalhar pelo Brasil”, escreveu Temer nas redes sociais. O emedebista também fará um pronunciamento, no Palácio do Alvorada, neste domingo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, em conversas reservadas, Temer vinha demonstrando desde o início do segundo turno preferência pela eleição de Jair Bolsonaro, do PSL. A torcida se deve aos acenos do capitão reformado de não revogar medidas como o teto de gastos e a reforma trabalhista, iniciativas que o presidente considera conquistas de seu mandato.
O candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera com 55,7% dos votos válidos, na primeira parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (28), às 19:30h. O postulante do PT, Fernando Haddad, tem 44,5 dos votos. Uma diferença de 10 milhões de votos para 16 milhões ainda não apurados. Com 95% dos votos apurados até o momento, Bolsonaro é o novo presidente do Brasil.
Eleitores que saíram para votar ou justificar a ausência do voto nas eleições deste domingo (28) apontam que os tradicionais “santinhos”, panfletos com propaganda dos candidatos, sumiram das ruas da cidade, diferentemente do primeiro turno, quando as ruas ficaram emporcalhadas de propagandas dos candidatos. Neste segundo turno, os brumadenses votam apenas para presidente da República. “Tudo tranquilo, sem filas, não vi boca de urna, mas no primeiro turno foi muita sujeira”, compara um eleitor do Colégio Estadual de Brumado. “Mas infelizmente ainda tem e predomina a panfletagem e boca de urna na porta das escolas”, reclamou outro eleitor.