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Mesmo com a audiência de conciliação marcada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o dia 15 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende se reunir com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
De acordo o blog da Isabel Mega, da CNN, a tendência é que a reunião ocorra após o retorno de Lula da Cúpula do Brics, que será realizada no Rio de Janeiro neste domingo (6) e segunda-feira (7).
Segundo a publicação, a expectativa é de que Lula faça o convite a ambos após a volta de Hugo Motta de Lisboa, onde participou do Fórum Lisboa, promovido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para aliados do governo e de Alcolumbre, o encontro deve ser em conjunto, evitando agendas separadas com o presidente da República.
Conciliação
O caso foi parar no STF, que quer avanços na resolução da crise deflagrada pelo decreto que elevou o IOF. Na decisão, Moraes apontou que o conflito entre Executivo e Legislativo fere o princípio constitucional da harmonia entre os Poderes.
Com a escalada do atrito entre o governo federal e o Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, passou a ser o principal alvo de críticas nas redes sociais. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Quaest na sexta-feira (4), o paraibano foi citado em 8% das menções relacionadas à polêmica.
O levantamento da Quaest analisou 4,4 milhões de menções nas redes sociais entre 24 de junho a 4 de julho de 2025 em plataformas como: X, Instagram, Facebook e YouTube. Na pesquisa, Hugo Motta foi apelidado de “Congresso da Mamata”. O termo viralizou e, agora, faz parte dos tópicos mais comentados.
O desgaste entre os poderes começou a repercutir após 22 de maio, quando o governo federal publicou um decreto para a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações e investimentos antes isentos, que foi derrubado pelo Congresso.
Desde o atrito entre o Executivo e o Legislativo, cerca de 61% de menções negativas nas redes sociais foram feitas ao Congresso. Para o governo foram computadas 11%.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dado sinais de que deve entrar na disputa pela Presidência da República em 2026. A postura do gestor estadual tem contrastado com o seu discurso de que tentará a reeleição em São Paulo.
Os últimos discursos políticos de Tarcísio têm fomentado os indícios de que ele será o representante de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, nas urnas. A perda de peso do governador e o lançamento de uma versão estadual do Bolsa Família estariam entre as “pistas” identificadas por aliados.
Durante o painel do Fórum Lisboa, organizado pelo ministro do Supremo Tribunal, Gilmar Mendes, Tarcísio foi classificado pelo ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, como um presidenciável “inequívoco”. Em resposta, Tarcísio sorriu, mas evitou falar sobre o assunto. Na manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, o governador teceu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em meio a tensão entre o governo federal e o Legislativo, por conta da derrubada do decreto de elevação do (IOF) Imposto sobre Operações Financeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia rejeitar sancionar o projeto de Lei que aumenta o número de deputados federais na Câmara. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, aliados do chefe do Executivo dizem que essa possibilidade está descartado neste momento.
Lula tem até o dia 16 para sancionar o texto que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. O presidente tem duas opções que seria não se pronunciar sobre a proposta obrigando o Congresso a promulgar o texto ou vetar a medida. No entanto, a decisão não deverá ser tomada no calor do momento. Além disso, o projeto de lei não foi bem recebido pela população, o que poderia gerar críticas ao governo em caso de sanção.
Ainda segundo a Folha, existe um grupo de aliados do presidente que não aconselham o veto, devido ao risco de acirramento da tensão com o Congresso. A estimativa é que o aumento do número de deputados teria um impacto anual de R$ 65 milhões com os custos de criação das novas vagas, que incluem salários, benefícios e estrutura para os congressistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (1º) ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe tornar o dia 2 de Julho um feriado nacional, em homenagem à consolidação da Independência do Brasil, celebrada na Bahia.
A proposta foi apresentada por Lula em vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
“É verdade que D. Pedro fez o grito da Independência, todo mundo sabe disso, mas pouca gente sabe que foi no dia 2 de julho de 1823 que, na Bahia, os baianos conseguiram fazer com que os portugueses voltassem para Portugal definitivamente”, afirmou o presidente.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que redefine a distribuição das vagas reservadas por cotas raciais em concursos e seleções públicas no âmbito federal. O novo texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União na noite de sexta-feira (27), regulamentando a lei sancionada no início de junho, que ampliou para 30% o percentual de reserva de vagas para candidatos de grupos raciais historicamente minorizados.
De acordo com o decreto, das vagas reservadas, 25% serão destinadas a pessoas pretas e pardas, 3% a indígenas e 2% a quilombolas. A nova regra passa a valer para concursos realizados por órgãos da administração pública federal direta, além de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
A medida, no entanto, não interfere nas cotas destinadas a pessoas com deficiência, que seguem com a reserva de 5% das vagas, conforme previsto em legislação específica.
Após a derrubada do decreto do Executivo sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (26), que a proposta “é uma derrota para o governo, mas foi construída a várias mãos”.
Em entrevista à CNN, Alcolumbre reconheceu o esforço do governo para negociar os termos do decreto com o Congresso, mas fez um ponderamento: segundo o parlamentar, o Executivo “começou mal” essa iniciativa.
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (25), o regime de urgência para a votação do projeto que propõe o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. Com a urgência aprovada, o mérito da proposta deve ser analisado ainda hoje no plenário da Casa.
A mudança, que tem impacto estimado de R$ 64,6 milhões por ano, será viabilizada por meio do remanejamento de recursos já previstos no orçamento da União. Caso aprovado, o novo desenho da Câmara dos Deputados também pode influenciar a composição das assembleias legislativas estaduais e a distribuição de emendas parlamentares.
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A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem gerado preocupação entre aliados no governo federal, mas o petista segue resistindo a mudanças sugeridas por sua equipe de comunicação. Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Lula tem ignorado orientações de Sidônio Palmeira, secretário de Comunicação Social, o que tem dificultado o trabalho de reposicionamento da imagem presidencial.
Embora a relação entre Lula e Sidônio seja considerada boa nos bastidores, fontes próximas afirmam que o presidente é avesso a qualquer tentativa de controle sobre sua agenda de comunicação. Uma das frases mais ouvidas por interlocutores do governo é que “Lula não gosta que ninguém mande nele”.
De acordo com aliados, a resistência de Lula se dá principalmente quando as sugestões envolvem maior exposição nas redes sociais. A estratégia de Sidônio inclui intensificar a presença digital do presidente, adaptando conteúdos ao público das plataformas.
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A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (13), pelo jornal Folha de S.Paulo, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança em cinco dos seis cenários testados para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. No entanto, seu desempenho enfraquece em projeções de segundo turno, nas quais aparece em situação de empate técnico com nomes da direita, como Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 136 municípios brasileiros, nos dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.