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Uma servidora do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH) afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) ter sido informada por um administrador do Palácio do Planalto que uma caixa com joias recebidas pela comitiva do ex-ministro Bento Albuquerque que viajou à Arábia Saudita foi entregue a Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama. As informações são do G1.
Nesta terça-feira (25), Michelle disse a jornalistas que as joias foram recebidas no Alvorada e que ela não as recebeu em mãos
Este conjunto de joias entrou no país na bagagem de Bento Albuquerque; uma outra caixa, que estava com seu assessor Marcos Soeiro, foi retida pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos (SP). O caso foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmado pelo g1, que teve acesso aos depoimentos.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela cassação das chapas de dois vereadores mais votados em Coração de Maria, são eles: Dilson Miranda (Cidadania) e João Rios (Cidadania), eleitos no pleito de 2020. A decisão partiu de um entendimento da Corte Eleitoral que reconheceu como fraudulenta o uso da cota de gênero utilizada pela sigla dos edis e concretizou a determinação.
A acusação, divulgada na quinta-feira (20), apontou que duas mulheres que concorreram às eleições pelo partido no município foram lançadas como candidatas fictícias para alcançar o percentual mínimo de candidaturas femininas exigido pela legislação. A lei determina que cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.
A Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) foi ajuizada pelo PSD. A legenda deve conseguir emplacar mais um vereador na Câmara Municipal, com o recálculo do quociente eleitoral e partidário, o contemplado será o candidato Pedro Mário (PSD), que obteve 3,01% dos votos válidos. A outra vaga deve voltar a ser ocupada por um candidato do Cidadania, Dêga, que obteve 3,40% dos votos. A cidade possui 11 vereadores.
Já os vereadores cassados obtiveram 4,27% dos votos foram destinados para Dilson Miranda (Cidadania) e 3,94% dos votos para João Rios (Cidadania).

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a desativação, até maio do ano que vem, de hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico para pessoas com transtornos e doenças mentais que cometeram crimes. A obrigação consta de uma resolução, publicada em fevereiro, que cria a política antimanicomial no Judiciário.
Quem apoia a medida aponta a demora do Brasil em cumprir a Lei Antimanicomial, de 2001, que prevê o atendimento dos pacientes na Raps (Rede de Atenção Psicossocial). O modelo admite internações para períodos determinados e justificados, além de cuidados psiquiátricos integrados à assistência social.
Já os críticos dizem que o SUS não tem estrutura para absorver a demanda gerada pelo fim dos hospitais de custódia. Apontam, ainda, que a internação em unidades gerais de saúde põe em risco tanto essas pessoas que cumprem medida de segurança quanto outros pacientes.
O principal ponto de debate é que as pessoas internadas em medida de segurança, que hoje estão em hospitais de custódia e tratamento, chamados de manicômios judiciários, deverão ser transferidas desses locais. Chamados de instituições totais ou asilares, elas têm internação por tempo indeterminado e restrições de comunicação e circulação.
A partir de agosto, os locais não poderão admitir novos internos e deverão iniciar interdições em alas nas unidades existentes. Até maio do ano que vem, os juízes de execução penal deverão determinar a elaboração de projetos terapêuticos singulares para todos os internos, com foco no tratamento em liberdade e a reintegração à comunidade.
Segundo o DMF (Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ), a lei brasileira diz que as pessoas com doenças ou transtornos mentais que cometeram crimes são consideradas inimputáveis, ou seja, não podem ser responsabilizadas por seus atos. Assim, são pacientes com direito a tratamento como os demais.

O senador Jorge Kajuru (PSB) foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelo crime de calúnia por acusações contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi despachada à Corte na segunda-feira (17).
A vice-procuradora-geral Lindôra Araújo, responsável por encaminhar a queixa, argumentou que Kajuru afirmou, sem provas, em três ocasiões que Gilmar Mendes vende sentenças. Em abril, a jurista havia pedido o arquivamento do inquérito por considerar que o ministro não havia se manifestado a favor do processo dentro do prazo legal estabelecido.
A decisão foi revertida após Lindôra afirmar que a representação de Gilmar Mendes foi apresentada em 19 de março, mas que só chegou ao seu conhecimento em 12 de abril. Agora, caso está sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso.
O senador Jorge Kajuru disse, em 2020, em entrevista ao programa ‘Os Pingos nos Is’, da Jovem Pan, que o ministro era “corrupto”, que vendia sentenças “a vida inteira” e que Mendes “está milionário” pela atividade ilícita. Em 2019, Kajuru aparece em um vídeo chamando Gilmar Mendes de “corrupto” e “canalha”.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou madrugada desta terça-feira (18) o julgamento de 100 envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, vândalos depredaram as sedes do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e o Palácio do Planalto. Agrediram policiais militares, seguranças dos prédios e deixaram um rastro de destruição.
A votação sobre o recebimento das denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados começou à meia-noite e vai até as 23h59 da próxima segunda-feira (24). Na modalidade virtual, os ministros depositam os votos de forma eletrônica e não há deliberação presencial.
Nos votos que estão entrando no sistema, Moraes está aceitando as denúncias e afirmando que a liberdade de manifestação é garantida, mas atos com objetivo de pregar violência e desrespeito à democracia são “criminosos e inconstitucionais”.
“Não existirá um Estado Democrático de Direito sem que haja Poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de direitos fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos”, afirmou o ministro.
Com a divulgação do voto de Moraes, que é relator das denúncias, os demais dez ministros da Corte também podem começar a votar. Se a maioria aceitar a denúncia, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornam réus no processo. Em seguida, o ministro deverá analisar a manutenção da prisão dos acusados que permanecem detidos.
Conforme levantamento dos presos, dos 1,4 mil pessoas que foram detidas no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi definida nesta segunda-feira (17), como a relatora do pedido que pede a prisão do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) por “manifestação caluniosa”. O pedido foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após o parlamentar sugerir que o decano Gilmar Mendes realizasse suposta comercialização de habeas corpus.
Nesta segunda, Moro realizou um pronunciamento e lamentou que a Procuradoria-Geral da República tenha considerado com facilidade a chance de pedir a prisão de um senador.
“Não creio que esse seja o Brasil que queremos caminhar. O que existe são falas que foram descontextualizadas para, falsamente, me colocar como alguém contrário ao STF ou ao ministro, o que nunca fui. Sempre critiquei o Supremo respeitosamente e elogiei o papel que o Supremo teve no passado no combate à corrupção”, declarou o parlamentar.

Uma denúncia contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por calúnia que ele teria cometido contra o ministro da Corte Gilmar Mendes. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.
Na última sexta (14), viralizou nas redes sociais um vídeo em que o ex-juiz aparece dizendo a interlocutores sobre “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes”.
Segundo a publicação, a vice-procuradora Lindôra Maria Araújo pede que o senador seja condenado à prisão e que, se a pena for superior a quatro anos, ele perca o mandato.
“Ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, o denunciado Sergio Fernando Moro agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país”, afirma o documento da PGR.
A vice-procuradora diz ainda que o ex-juiz proferiu a frase em público, “na presença de várias pessoas, com o conhecimento de que estava sendo gravado por terceiro, o que facilitou a divulgação da afirmação caluniosa, que tornou-se pública em 14 de abril de 2023, ganhando ampla repercussão na imprensa nacional e nas redes sociais da rede mundial de computadores”.

O desembargador Mário Helton Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná, afirmou durante uma sessão da corte local que o estado “tem um nível cultural superior ao Norte do país, ao Nordeste”. A declaração do magistrado ocorreu na apreciação de recurso na sessão da 2ª Câmara Criminal, na quinta-feira (13).”Porque é uma roubalheira generalizada. E isso no Paraná, que é um estado que tem um nível cultural superior ao Norte do país, ao Nordeste, etc.”, opinou.
Após a repercussão do episódio, o magistrado se manifestou em nota na qual alegou que se referiu à corrupção em geral e que não teve”intenção de menosprezar ou estabelecer comparação de cunho preconceituoso contra qualquer pessoa, instituição ou região”. Mário Helton Jorge lamentou o ocorrido e “pediu sinceras desculpas pelo comentário”.
Em paralelo, o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que iria denunciar o caso no Conselho Nacional de Justiça – órgão responsável por avaliar e punir condutas de magistrados. “Precisamos de uma Justiça antirracista no Brasil”, disse Dino, em postagem nas redes sociais.

por Tamires Moreno
O senador e ex-juiz Sérgio Moro (União) atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta sexta-feira (14), o magistrado acusa Gilmar de vender habeas corpus.
“Não… Isso é fiança do instituto. Vai comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”, diz Moro, na gravação onde aparece conversando de forma descontraída com alguém. Não é possível visualizar nas imagens a pessoa com quem Moro aparece dialogando.
Moro já havia publicado mensagens, em março deste ano, contra Mendes, depois do ministro comentar a contratação do ex-juiz pela consultoria Alvares & Marsal, dos EUA, após deixar o governo Jair Bolsonaro (PL). A empresa foi uma das principais beneficiadas pela Lava Jato.

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quinta-feira (13) o acórdão da decisão que reconheceu a chamada revisão da vida toda de aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Com a publicação do documento, os juízes responsáveis pelas ações que tramitam em todo o país poderão voltar a dar andamento aos processos, que estavam parados e aguardavam a divulgação.
A decisão foi tomada pelo Supremo em dezembro do ano passado e permite que aposentados que entraram na Justiça possam pedir o recálculo do benefício com base em todas as contribuições feitas ao longo da vida. Antes da decisão, a revisão não era reconhecida.
O STF reconheceu que o beneficiário pode optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo da vida toda pode aumentar ou não o benefício.
Segundo o entendimento, a regra de transição que excluía as contribuições antecedentes a julho de 1994, quando o Plano Real foi implementado, pode ser afastada caso seja desvantajosa ao segurado.