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A Secretaria Nacional de Justiça informou, em ofício, que em nenhum momento recebeu informações similares as apresentadas pela ex-ministra Damares Alves (Republicanos) sobre a denuncia que crianças da Ilha do Marajó, no estado do Pará, estavam sendo vítimas de tráfico humano e abuso sexual.
De acordo com o documento enviado ao Itamaraty, as alegações não constam no sistema do órgão.
“Para informar que a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), por intermédio da Coordenação-Geral de pessoas, exploração sexual e tortura de crianças no Arquipélago de Marajó”, afirmou o procurador federal Bruno de Andrade Costa.
Em entrevista recente Damares explicou que suas denúncias se baseavam nas conversas que teve com o “povo na rua”.

Em discurso nesta quarta-feira (26), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia agradeceu as manifestações de apoio nos últimos dias, depois de ter sido vítima de ataques do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). A informação é do portal G1.
“Como já foi reiterado aqui, não é tarefa simples. Menos ainda, em horas de tentativa de subversão ou de erosão democrática e contra o estado de direito. […] Dificuldades fazem parte, mas o Brasil vale a pena, o estado de direito vale a pena, a democracia vale o que cada um de nós faz”, afirmou a magistrada.
“Vários de nós passamos – nesses últimos tempos especialmente, talvez diferente de outros períodos, mas que já devem ter se repetido em outros períodos – por agruras que vão além de qualquer civilidade”, ressaltou.
“Portanto serenamente, do mesmo jeito, continuo julgando, e acho um privilégio na minha vida estar entre os senhores ministros desta composição. Tenho certeza de que estamos juntos, porque o atingimento de um é de todos, mas nós temos este compromisso com este grande sonho dos homens, no caso brasileiro, constitucionalmente definidos”, completou.
Em vídeo publicado na internet pela filha Cristiane Brasil, Roberto Jefferson proferiu xingamentos contra a ministra por discordar de um voto dela em julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As ofensas, além de outras infrações, levaram o ministro Alexandre de Moraes a revogar a prisão domiciliar de Roberto Jefferson e determinar o retorno dele à prisão. Quando a PF foi cumprir o mandado, Jefferson disparou granadas e tiros de fuzil, ferindo dois agentes. Agora, ele responde também por quatro tentativas de homicídio.
Jefferson voltou ainda a ofender a ministra na audiência de custódia que manteve a prisão preventiva do político em regime fechado.

A Associação de Magistrados da Bahia (AMAB), através de nota, repudiou, neste sábado (22), as falas do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) de ataque a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Cármen Lúcia. Ele chegou a comparar a ministra com uma “prostituta”, após a magistrada votar a favor de punir a emissora Jovem Pan em razão de declarações de comentaristas da emissora consideradas distorcidas ou ofensivas ao ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB) – entidade que congrega juízes e desembargadores baianos – repudia os ataques injustificáveis e inaceitáveis sofridos pela Ministra Cármen Lúcia em razão do exercício da sua atividade jurisdicional e de sua condição de mulher e se solidariza com essa Magistrada que honra e dignifica a Magistratura brasileira”, diz a nota.
No texto, assinado por Nartir Weber, presidente da AMAB, a instituição ainda classifica o ato do ex-deputado como: “Misógino, repulsivo, inadmissível o ataque desferido contra a Ministra Cármen Lúcia, fere a dignidade da Magistratura como um todo, e de todas as Magistradas, constituindo-se em um grave episódio de violência moral que retrata o desejo de ofender, coagir, subjugar e diminuir característico do machismo, do sexismo e da incivilidade daqueles que não sabem conviver dentro dos padrões de civilidade e legalidade estabelecidos pela Constituição Federal”.
Relembre as falas de Roberto Jefferson
Nas declarações, Jefferson — que é acusado de tumultuar o processo eleitoral, proferir discursos de ódio e atacar instituições democráticas — chama a magistrada de “Bruxa de Blair”, nome de um filme de terror que se baseia em uma lenda, e a compara com uma “prostituta”.

Por 10 votos a 2, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram, na tarde desta quinta-feira (13), que Paulo Dantas fica fora do cargo de governador de Alagoas até 31 de dezembro. A decisão anterior valia por 180 dias. De acordo com a relatora Laurita Vaz, a medida é necessária para evitar interferências.
Dantas é investigado por suposto esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Alagoas. Na terça-feira (11), o governador foi alvo da operação Edema, autorizada pela ministra. Dantas concorre ao segundo turno para o governo de Alagoas contra Rodrigo Cunha (União Brasil).

O ator ator José Dumont foi liberado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (12). A partir de agora, ele será monitorado por uma tornozeleira eletrônica.
“Por unanimidade, concederam parcialmente a ordem, para relaxar a prisão do paciente, determinando-se a imediata expedição de alvará de soltura, mas com imposição substitutiva de cautelares alternativas, nos termos do voto do relator”, determinou a magistrada que é presidente em exercício da 3ª Câmara Criminal.
Aos 72 anos, o ator estava custodiado desde setembro, na Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte da cidade. Ele foi preso por suspeita de pedofilia e pornografia infantil. A polícia encontrou mais de 200 arquivos, entre fotos e vídeos de menores de idade, em um computador e um celular do suspeito.
Foram encontrados também um comprovante de depósito bancário para uma vítima de abuso sexual, o que desencadeou outra investigação. Drumont é suspeito de estupro de um menino de 12 anos, que teria recebido os mil reais do ator após o crime.

O ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PL), Sergio Moro (União Brasil), que voltou a se aliar ao presidente durante a campanha deste ano após uma série de imbróglios, utilizou as redes sociais, na manhã deste sábado (08), para criticar as políticas de segurança pública dos governos do Partido dos Trabalhadores.
“Uma coisa é bem verdade, durante os Governos do PT/Lula/Dilma os números de crimes violentos só cresceram no Brasil. Durante o Governo Bolsonaro, caíram ano a ano e as maiores quedas ocorreram durante minha gestão em 2019 no Ministério da Justiça. As políticas que criamos em 2019, isolamento efetivo dos líderes criminosos em presídios federais, incremento do confisco de bens dos grupos criminosos, programa Vigia nas fronteiras, revitalização do Banco de DNA, entre outras, surtem efeitos até hoje”, disse o ex-juiz.
Ainda na publicação, Moro, eleito senador pelo Paraná nas eleições deste ano, reconheceu que a segurança pública “tem que melhorar muito ainda”. “Mas precisamos reconhecer que as políticas de (in)segurança pública dos Governos do PT foram um desastre e levaram ao aumento do número de crimes no Brasil. O erro fundamental do PT é a visão de mundo de que o criminoso é um coitadinho, uma vítima da sociedade. Não é, lugar de bandido é na cadeia”, escreveu.
“Aliás, quem mais sofre com a criminalidade violenta é a população mais pobre. Melhorar a segurança pública melhora a vida dos mais pobres. Não vejo um Governo do PT com capacidade para combater a criminalidade violenta ou organizada”, completou Moro.

O MPE (Ministério Público Elitoral) entrou com uma apresentação no TRE-GO (Tribunal Regional de Goiás) pedindo a condenação e pagamento do valor de R$ 20 mil de Gusttavo Lima e do Frigorífico de Goiás por propaganda eleitoral irregular.
O MPE informou em nota, em maio deste ano, que foi noticiado que um helicóptero adesivado com as cores verde e amarelo e com a mensagem “Bolsonaro Presidente” sobrevoou no heliponto da loja de Frigorífico Goiás, no setor sul de Goiânia (GO).
O portal “Splash” entrou em contato com a assessoria do sertanejo, que informou que o helicóptero não pertence ao artista e que o contrato de uso de imagem entre ele e a empresa já foi encerrado.
“O Dr Cláudio Bessas, advogado da Balada Eventos, informa que o helicóptero em questão não pertence ao cantor Gusttavo Lima. O proprietário do Frigorífico Goias, Sr Leandro, é o dono do helicóptero. Gusttavo Lima teve contrato de uso de imagem com a empresa, contrato este já encerrado. Portanto, não há qualquer responsabilização do cantor diante de tal fato”, diz nota enviada ao portal “Splash” pela equipe do artista.

O Município de Barreiras terá ‘lei seca’ durante este final de semana de eleições. A determinação é dos juízes Marlise Freire Alvarenga e Ricardo Costa e Silva, da 70ª e 75ª zonas eleitorais. A Guarda Civil Municipal e demais forças de segurança atuarão para cumprir a medida, com fiscalização em bares, restaurantes e demais pontos de comércio e distribuição de bebidas alcoólicas.
A proibição da venda está amparada pela Portaria Conjunta 001/2022, emitida pela Justiça Eleitoral que determina Lei Seca no Município durante o período das 00h às 18h do domingo, (02). A decisão visa “garantir a ordem pública no dia da eleição” e foi tomada durante uma reunião realizada, a pedido da Justiça Eleitoral, com os comandantes da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal; delegados das polícias Civil e Federal; e agentes das polícias Rodoviária Federal e Estadual. De acordo com a Portaria emitida pela Justiça Eleitoral, o descumprimento das orientações constitui crime eleitoral, a punição prevista é a detenção de três meses a um ano, além de multa.
Durante a vigência da Lei Seca, a Guarda Civil Municipal estará, em parceria com as demais entidades de segurança, realizando fiscalizações tanto na zona urbana quanto na zona rural de Barreiras. “Estaremos com um efetivo de plantão fiscalizando pontos de venda e distribuição de bebidas alcoólicas. Também serão focos do nosso trabalho as aglomerações em ruas, praças ou outros locais onde possa haver o consumo de bebidas alcoólicas”, explica o comandante da Guarda Municipal, João Oliveira.

O prefeito de Coronel João Sá, na divisa da Bahia com Sergipe, Carlinhos Sobral (MDB), foi punido por uso indevido do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica]. A medida foi tomada em sessão desta quinta-feira (29) do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) e se refere à gestão de 2019.
A partir de uma denúncia, os conselheiros do TCM decidiram seguir o voto do relator, conselheiro Fernando Vita, que determinou a devolução de R$ 16,5 milhões, com recursos do município, à conta do Fundeb. O prazo estabelecido foi de 120 dias. O gestor também terá de pagar multa de R$ 2,5 mil.
Conforme o TCM, uma análise técnica constatou que o gestor aplicou os recursos do Fundeb para pagamentos de outras despesas, e não relacionadas à educação do município. Ainda segundo o TCM, o caso também vai ser enviado ao Ministério Público Federal (MPF) na Bahia. A intenção é que seja apurada a suspeita de crime no uso de recursos federais. Ainda cabe recurso da decisão.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou, nesta terça-feira (27), sete pessoas suspeitas de estarem envolvidas em um esquema de furto e transferência de veículos, com documentos fraudados no Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran). Segundo as investigações, o grupo teria causado um prejuízo de quase R$ 1,5 milhão.
Segundo a denúncia feita à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público estadual (Gaeco) nesta terça-feira (27), os crimes ocorriam logo após a locação de veículos, quando a organização criminosa utilizava documentos falsos, corrompia agentes públicos e inseria dados falsos no sistema informático do Detran, transferindo a propriedade de automóveis alugados para um dos integrantes do esquema.
O Gaeco aponta que o esquema seria articulado por um suspeito que seria o principal articulador e recrutador de pessoas para integrarem a organização criminosa. Ele se encontra preso por participação em outras ações do mesmo tipo.
Esta é a terceira denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-BA como desdobramento da “Operação Fake Rent”. No total, é estimado um prejuízo superior a R$ 9,5 milhões com esse tipo de crime na Bahia.