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O presidente Michel Temer entrou em pé de guerra com a Rede Globo. Irritado com o enquadramento considerado negativo dado pela emissora no noticiário da crise política, o peemedebista ordenou, de acordo com informações da coluna Esplanada, do jornal O Dia, a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES. O canal dos Marinho, entretanto, promoveu um contra-ataque e determinou que seus principais executivos se aproximem do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O objetivo é fazê-lo presidente da República, mesmo que seja por um ano, até a eleição direta. Ainda segundo a publicação, as conversas Maia tem tido conversas constantes com o vice-presidente de relações, Paulo Tonet. Os dois almoçaram juntos no domingo passado, inclusive. Por outro lado, deputados da base aliada de Temer já falam em cassar concessões da “Vênus Platinada” quando vencerem os prazos, que são renovados, primeiramente, em uma comissão na Câmara.
A leitura do parecer sobre a denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer foi adiada pela segunda vez consecutiva. A sessão da Câmara marcada para esta segunda-feira (17), na qual seria feita a leitura, foi cancelada por falta de quórum. Eram necessários 51 parlamentares para a abertura da sessão, mas apenas 14 estavam na Casa. Na última sexta houve uma primeira tentativa, mas a sessão contou com a presença de apenas 13 deputados. Nesta terça (18) tem início o recesso parlamentar, que vai até o início de agosto. O parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Cidadania (CCJ) é de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e defende o arquivamento das acusações contra o presidente. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já anunciou que a votação sobre a denúncia contra Temer pelo crime de corrupção passiva está marcada para o dia 2 de agosto. É necessário o apoio de 342 dos 513 deputados federais, o equivalente a dois terços da Câmara, para autorizar a análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se o caso chegar à Corte, os 11 ministros votam para decidir se o presidente se torna réu, sendo assim afastado por 180 dias do cargo. Temer só deixa o Palácio do Planalto em definitivo em caso de condenação pelo STF.
A ex-senadora Marina Silva (Rede) decidiu disputar a Presidência da República no pleito de 2018, após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento é que há “um grande vácuo” na política e a Rede deve apresentar uma “alternativa aos polos”. Informações da coluna Painel, na Folha de S.Paulo, indicam que no dia seguinte à sentença do juiz Sergio Moro, Marina chamou líderes do partido para elaborar uma agenda de candidata. Nesta segunda-feira (17) a ambientalista deve participar de um encontro com artistas no Rio de Janeiro, organizado pelo ator Marcos Palmeira. Na reunião com os aliados, Marina disse ainda que atua para ter Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Brito, ambos ex-presidentes do Supremo, nos quadros do partido. Nos bastidores a expectativa é que um dos dois componha uma chapa com ela em 2018.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou na noite desta quinta-feira (13) que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer vai acontecer no plenário da Casa no dia 2 de agosto, após o recesso parlamentar. O anúncio foi feito depois de uma reunião com líderes partidários. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou um relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) que recomenda o arquivamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva. No plenário, é necessário o apoio de 342 dos 513 deputados federais, o equivalente a dois terços da Câmara, para autorizar a análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se o caso chegar à Corte, os 11 ministros votam para decidir se o presidente se torna réu, sendo assim afastado por 180 dias do cargo. Temer só deixa o Palácio do Planalto em definitivo em caso de condenação pelo STF.
Frente à pressão que o presidente Michel Temer está fazendo para que a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não passe na Câmara dos Deputados, três dos maiores partidos irão se reunir para aprovar uma medida com o objetivo de obrigar os deputados a votarem contra a denúncia apresentada. PMD, PP e PR irão se reunir nesta quarta-feira (12) para definir o “fechamento de questão” a favor de Temer, que determina que os deputados devem acompanhar a orientação do partido na votação. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, quem se posicionar contra a legenda pode sofrer punições, como a expulsão do partido. Os três partidos juntos possuem 148 deputados. Temer precisa do apoio de 172 parlamentares para que a denúncia seja rejeitada e não seja encaminhada para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O impasse que ocorreu na manhã desta terça-feira (11) no Senado Federal, durante a votação da reforma trabalhista, rendeu uma ação por quebra de decoro contra as senadoras que protestaram no Plenário da Casa. O senador José Medeiros (PSD-MT) protocolou o documento, que possui 15 assinaturas, no Conselho de Ética do Senado. As senadoras de oposição que ocuparam os lugares na mesa do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) são Gleisi Hoffman (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI). As senadoras ocuparam a mesa e exigiram três condições para deixá-la e liberar o Plenário: abertura das galerias para as lideranças sindicais acompanharem a sessão; autorização para que todos os senadores possam falar durante a votação, e não somente os líderes e a aprovação de um destaque para impedir que mulheres trabalhem em locais insalubres. O impasse maior seria a questão da votação do destaque, tendo em vista que isso significaria um retorno da reforma trabalhista a Câmara dos Deputados. Ainda não há informações sobre o conteúdo da ação e quais são as senadoras apontadas por Medeiros.
O presidente Michel Temer convocou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para debater a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ter retornou do encontro do G20 da Alemanha neste sábado (8) e se reuniu com os ministros Antonio Imbassahy e Moreira Franco. De acordo com o blog da jornalista Andreia Sadi, o presidente quer que a denúncia da Câmara seja votada o mais rápido possível, para evitar que mais deputados deixem a base governista e barrar a denúncia por corrupção passiva contra ele na Câmara. Maia é o sucessor direto de Temer. A ameaça de debandada dos tucanos do governo é o que mais preocupa Temer. Como o PSDB tem 54 deputados e quatro ministros no governo, a falta de apoio do partido poderia fragilizar ainda mais o governo de Temer. Apesar da informação prestada pelo blog, ainda não há compromissos oficiais marcados na agenda de Temer.
A defesa do presidente da República Michel Temer quer que a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele seja encaminhada imediatamente para a Câmara dos Deputados. De acordo com informações do jornal O Globo, o advogado de Temer, Gustavo Guedes, fez o pedido ao relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no fim da tarde dessa terça-feira (27). “Na nossa avaliação deve se resguardar essa fase preliminar para a Câmara”, disse. Fachin ainda não decidiu se irá encaminhar a denúncia para a Câmara ou se abre o prazo de 15 dias para que as defesas de Temer e de seu ex-assessor, Rocha Loures, também denunciado, se manifestem. O Judiciário entrará em recesso neste sábado (1º) e o prazo só se encerraria em agosto.

Além da perícia, os delegados enviaram a íntegra do relatório final sobre as investigações envolvendo Michel Temer. Foto: Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu hoje (26) da Polícia Federal (PF) o relatório final das investigações e a perícia realizada no áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer, em março, no Palácio do Jaburu. A gravação foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo empresário da JBS antes da assinatura do acordo de delação e faz parte das provas colhidas na investigação sobre o presidente. Além da perícia, os delegados enviaram a íntegra do relatório final sobre as investigações envolvendo Michel Temer. As conclusões da PF e o conteúdo do relatório ainda não foram divulgados pelo Supremo. A perícia na gravação foi solicitada pela defesa de Temer, no mês passado. Os advogados questionam no STF a legalidade da gravação e afirmam que há muitas contradições no depoimento de Joesley Batista. Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator da investigação sobre o presidente, abriu prazo para a PGR se manifestar sobre o inquérito aberto para investigar o presidente. Com a decisão, a procuradoria tem até amanhã (27) para decidir sobre eventual denúncia contra o presidente e outros citados nas investigações, entre eles, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem manter as delações premiadas em sigilo por mais tempo. De acordo com informações do jornal O Globo, dois dos cinco integrantes da Segunda Turma da Corte – Dias Toffoli e Gilmar Mendes – já defendem a proposta de não divulgar o conteúdo apresentado pelos delatores até o Ministério Público (MP) apresentar denúncia e o inquérito se tornar uma ação penal. Atualmente, o sigilo é retirado logo depois que o inquérito é aberto no STF. Ricardo Lewandowski também estaria manifestando interesse em acompanhar o entendimento, o que formaria maioria na turma. Ainda segundo o jornal O Globo, quando o MP apresenta a denúncia ao Supremo, a abertura de uma ação penal costuma levar, em média, um ano. Pela nova proposta dos ministros do STF, quando o caso for arquivado, a delação permanecerá em sigilo por tempo indeterminado. O ministro Edson Fachin, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na Corte, defende a regra atual. O Celso de Mello ainda não manifestou preferência por nenhuma das alternativas. A questão já foi discutida a sessão da Segunda Turma do último dia 13.